Cafés premiados do IV Prêmio Região do Cerrado Mineiro impressionam pela qualidade

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O IV Prêmio Região do Cerrado Mineiro foi um grande sucesso. Resultado da melhor safra desde a criação da premiação em 2013. Cafés chegaram a ultrapassar a marca de 90 pontos, na escala da Associação Americana de Cafés Especiais e apresentaram uma alta complexidade de aromas e nuances, cafés definidos como extraordinários, segundo a análise do corpo de júri. A cerimônia de premiação aconteceu no último dia 10 de novembro, em Patrocínio.

A Federação dos Cafeicultores do Cerrado, promotora da premiação buscou para a edição de 2016, apresentar inovações. Pela primeira vez os lotes dos cafés foram levados a leilão, o primeiro colocado de cada categoria natural e cereja descascado, dos produtores Ismael de Andrade e Wagner Ferrero, respectivamente chegaram a R$3.511,00 a saca, sendo o mais alto lance do leilão, arrematado pela empresa Terra Forte. Foram ofertados 44 lotes e todos foram vendidos. O IV Prêmio movimentou um montante de R$1.059.371,60 e 10% da valor da venda dos lotes no leilão revertido em projetos de pesquisa e desenvolvimento de qualidade de bebida na Região do Cerrado Mineiro.

As empresas Nutrade/Nucoffee da multinacional Syngenta e a Terra Forte foram as maiores compradoras do prêmio. Também arremataram lotes as empresas Olam Agrícola, Volcafé, Bourgeon, Cafebras e Expocaccer.

Lotes:

As provas aconteceram no dia 9 de novembro, no Centro de Excelência do Café, em Patrocínio.

A iniciativa da Inovação em trazer o leilão para o IV Prêmio Região do Cerrado Mineiro foi muito positiva e demostrou o grande interesse das empresas exportadores pelo mercado de café com Origem Controlada. Levando em conta que todos os 44 lotes ofertados foram arrematados e também o elevado preço médio por saca, comprova-se a valorização pela qualidade e pela Denominação de Origem – explicou o Superintendente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Juliano Tarabal.

Os consumidores do mercado interno também terão a oportunidade de provar esses com origem e Qualidade Garantidas. Grande parte dos lotes dos três primeiros colocados de cada categoria, foram vendidos de forma antecipada para cafeterias, torrefações e micro torrefações de várias partes do Brasil. Em breve os lotes premiados estarão a disposição dos consumidores para que também possam experimentar o melhor da safra 2016 do Cerrado Mineiro. Foram compradoras da venda antecipada as empresas Lucca Cafés Especiais, Suplicy Cafés Especiais, Nuance Cafés Especiais, Mundo Café, Ducerrado Cafés Especiais do Produtor e a Tres.

Geórgia Franco, barista e mestre de torra do Lucca Cafés Especiais fez parte do corpo de júri do IV Prêmio Região do Cerrado Mineiro, e resumiu sua experiência nesta safra. “Explosão para os sentidos assim foi a safra 2016 na Região do Cerrado Mineiro. Bebidas limpas, resultado de um trabalho primoroso dos fazendeiros. A diversidade mostrou o potencial da região em inovação” – definiu ela.

Cerrado Mineiro Experience and Tastind Day
Antes da noite de celebração da colheita, onde foram revelados os grandes campeões desta safra, os compradores dos lotes premiados puderam viver uma imersão no terroir cerrado mineiro, envolvendo conhecimento e experiência. A manhã foi marcada pela apresentação da safra, que dará origem a um relatório que em breve estará disponível. Especialistas mostraram através de estudos feitos os fatores que auxiliaram para que esta safra se destacasse tanto. O professor Doutor Flávio Borém apresentou o perfil sensorial da safra destacando a variedades de nuances, aromas e sabores encontrados, reafirmando o Cerrado Mineiro como fornecedor em escala e altíssima qualidade.

“A Região do Cerrado Mineiro possui vocação para a vanguarda e inovação. Isto tem sido demonstrado durante décadas de empreendedorismo. Com o Prêmio, a Região do Cerrado Mineiro confirma a atitude de quem busca a excelência na produção de cafés com qualidade e responsabilidade social e ambiental. Os cafés finalistas são um retrato do saber fazer de uma gente dedicada à busca da excelência no campo e na xícara, sinônimo de puro empreendedorismo e capacitação.” – definiu Flávio Borém.

A tarde, a história centenária da Família Montanari na cafeicultura foi contada e encantou os presentes, em uma aula de cafeicultura. Marcelo Montanari, engenheiro agrônomo e 4º geração da família no café mostrou as particularidades em se produzir café no terroir Cerrado Mineiro, uma imersão no saber fazer dos produtores da Denominação de Origem.

Premiados
O Prêmio Região do Cerrado Mineiro é dividido em duas categorias: natural e cereja descascado. Ao todo foram provadas 232 amostras até que se chegasse as 25 melhores de cada categoria. Os três melhores lotes tanto do natural, como do cereja descascado receberam um valor diferenciado pelo lote e tiveram seus cafés vendidos de forma antecipada, principalmente para o mercado interno.

Na categoria Cereja Descascado as notas ficaram muito próximas, as colocações foram definidas por pouco décimos. O terceiro lugar ficou para Eduardo Pinheiro Campos, Fazenda Dona Nenem com a nota de 88,29 pontos e notas de sabor de cacau, mel, cana-de-açúcar, amora e frutas silvestres.

O segundo colocado foi Osmar Nunes Júnior, Fazenda Freitas com a pontuação de 88,42 pontos destacando notas de chocolate ao leite, caramelo e amanteigado.

O campeão da categoria foi Wagner Ferrero, Fazenda Caixetas seu café pontou 88,79, com notas de sabor de mel, caramelo, rapadura, frutas vermelhas e doce de leite .

Os lotes eram compostos de 20 sacas; 14 delas foram vendidas antecipadamente. O terceiro lugar recebeu R$1.200,00 por saca, o segundo lugar R$1.400,00 por saca e o campeão R$1.800,00 por saca. O restante do lotes, 6 sacas, foram a leilão chegando a R$3.511,00 mil para o primeiro lugar; R$2.511,00 para o segundo e 2.011,00 para o terceiro lugar.

O campeão da categoria cereja descascado vibrou muito quanto teve seu nome anunciado e resumiu o sentimento. “Vencer na Região dos melhores cafés do mundo é o clímax total” – explicou Wagner Ferrero.

Na categoria Natural os três primeiros colocados superaram a marca de 90 pontos em qualidade. O terceiro lugar ficou com Jorge Naimeg, Fazenda Pântano com 90,46 pontos em qualidade, destacando caramelo, mel, doce de leite, mamão, pitanga e maracujá.

O segundo lugar foi para Tiago Castro Alves, Fazenda Barinas, o lote pontuou 91,08 e apresentou como notas de sabor licor de jabuticaba, conhaque, malte, chocolate amargo, amora, uva e groselha.

O campeão da categoria natural foi Ismael de Andrade, Fazenda Paiolinho com incríveis 92,21 pontos e sabores de mel, jasmim, flor de laranjeira, pêssego, abacaxi e frutas cítricas.

Os lotes eram compostos de 20 sacas; 14 delas foram vendidas antecipadamente. O terceiro lugar recebeu R$1.200,00 por saca, o segundo lugar R$1.400,00 por saca e o campeão R$1.800,00 por saca. O restante do lote, 6 sacas, foram a leilão chegando a R$3.511,00 para o primeiro lugar; R$2.911,00 para o segundo e R$2.111,00 terceiro lugar.
Ismael de Andrade, campeão da categoria natural, reconheceu o trabalho de toda a equipe. “Somente com o trabalho de uma grande equipe é possível conseguir um café tão excepcional”.

Emoção de estar entre os melhores
“Para Barinas foi o reconhecimento do trabalho em equipe, estudo e foco. Além de poder mostrar para todos o potencial do café vindo do cerrado mineiro, que é um dos terroir mais nobres do mundo. E com isso, resgato também um trabalho que foi iniciado em 1950 pelo meu avô, que com certeza comemora esse prêmio”. – Tiago Castro Alves, 2º colocado categoria Natural.

“Superação, trabalho em equipe e foco total em qualidade, para mim essa é a receita para estar entre os melhores do cerrado. Estou extremamente orgulhoso e feliz de estar entre os 3 melhores, sobretudo em um ano com tantos cafés de qualidade e produtores tão tecnificados”. Jorge Naimeg – 3º colocado categoria Natural.

“O café da Região do Cerrado Mineiro conseguiu mostrar para todos que temos os melhores cafés do mundo” – Osmar Nunes Júnior, 2º colocado categoria Cereja Descascado.

“Sentimos um orgulho e satisfação de não só, estar entre os melhores café da Região do Cerrado Mineiro mas, também de fazer parte deste grupo de produtores de atitude”. Eduardo Pinheiro Campos, 3º colocado categoria Cereja Descascado.

O Prêmio Região do Cerrado Mineiro é uma realização da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, conta com forte apoio do Sebrae. A Syngenta foi a patrocinadora master do evento, que contou ainda com o patrocínio do Sistema Sicoob – Crediminas e do Banco Indusval.

Fonte: Departamento de Comunicação e Marketing da Federação dos Cafeicultores do Cerrado (Por Sônia Lopes)

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