Geada negra devasta lavouras de café em Mandaguari, no norte do PR

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Cerca de 350 cafeicultores foram prejudicados pela geada na região da Mandaguari (Foto: RPC TV Maringá/Reprodução)Cerca de 350 cafeicultores foram prejudicados pela geada na região da Mandaguari (Foto: RPC TV Maringá/Reprodução)

As lavouras de café de Mandaguari, no norte do Paraná, foram devastadas pela geada negra que atingiu o município na madrugada desta quinta-feira (25), segundo a cooperativa Cocari. A estimativa é de que quase metade da safra, que seria colhida em 2014, foi destruída pelo fenômeno climático.

“Dá pra sentir o odor de folhas queimadas nas propriedades. O café estava com uma produção muito alta neste ano e, por ter muita demanda, os pés estavam com poucas reservas nutritivas, o que os deixou frágeis”, explica o engenheiro agrônomo da cooperativa mandaguariense, Roberval Simões Rodrigues.

O município é principal produtor cafeeiro da região, com 350 produtores do fruto, de acordo com a Cocari. Nenhum deles escapou dos prejuízos com a geada, afirma Rodrigues. O balanço com os números consolidados das perdas, no entanto, só pode ser feito dias depois da geada, já que os pés podem demorar alguns dias para reagir à queimada.

“Três tipos de geada atingiram Mandaguari nesta noite [quinta-feira]: a geada branca, com a formação de gelo por fora do café, a geada de vento e a própria geada negra, quando há congelamento por dentro da planta. O prejuízo foi enorme ”, garante o engenheiro agrônomo.

O técnico agrícola do Instituto Paranaense de Assistência Técnica (Emater) Sérgio Zafalon afirma que visitou lavouras do município durante a geada desta quinta-feira. O termômetro que ele carregava em mãos marcou -6 graus em algumas propriedades, conforme ele.

“Desde 2000 não há uma geada tão forte quanto essa. As folhas estão todas queimadas. O prejuízo se acumulou, já que foram duas noites seguidas de frio intenso. A safra de 2014 está completamente comprometida”, relata Zafalon.

O agricultor de Mandaguari, Antônio Rosseto Neto, terá que arrancar cerca de 300 mil pés de café das propriedades dele e começar uma nova produção. A lavoura foi completamente perdida. “Todo o trabalho de formação, de cultivo, de trato foi jogado fora. É muito triste. Uma geada dessas acaba com a vida de um cafeicultor”.

Neto afirma que toda a família foi afetada pelo frio – além dele, quatro irmãos e os filhos de todos eles sobrevivem do café. Com a devastação, os produtores terão safra para comercializar apenas em 2015. “É uma vida inteira prejudicada. Tudo que fizemos foi jogado fora. A gente gosta de trabalhar com o café, é o que sabemos fazer, mas esses momentos são bem difíceis”, lamenta o cafeicultor. “Agora, vamos voltar ao trabalho. Temos que começar do zero”.

Erick GimenesDo G1 PR, em Maringá

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