| Uma das formas de produção de mudas de café consiste no uso, como recipiente, de bandeja plástica, a qual possui variado número de células onde fica contido o substrato de crescimento das mudas. As bandejas mais usadas para mudas de café tem sido as de 32 células, essas podendo ser cônicas ou piramidais e cada célula comporta cerca de 250 ml de substrato. Os substratos comumente usados em bandejas de mudas são do tipo artificial, contendo fibra de coco, casca de pinus e turfa. Como esses substratos se tornam de custo elevado e, em muitas regiões, são difíceis de serem encontrados, diversos estudos têm sido realizados, para uso de materiais diversos, das próprias fazendas, para combinar com esses substratos, visando maior viabilidade econômica do sistema. Uma das combinações já estudadas consiste em misturas de substratos artificiais com esterco bovino. No entanto, tem havido problemas com sementes de ervas que vem com o esterco, crescendo no substrato, exigindo medidas de controle. O usual tem sido o arranquio das ervas com as mãos, mas isso exige gasto com muita mão de obra, o que onera o custo das mudas em grandes viveiros comerciais. Na presente nota técnica relata-se o estudo de testagem de herbicidas de pós emergência para controle das ervas em viveiros de mudas de café em bandejas. O trabalho foi feito em viveiro comercial, de 640 mil mudas de bandejas, no município de Campo Alegre-GO. No substrato foram usadas combinações com terra e esterco. Depois do semeio do café, e, com a irrigação diária ocorreu uma forte germinação de ervas. Nessa condição, de elevada infestação, foi testada a aplicação de herbicidas, à base de glifosato e de diquat, usados na concentração de 1% na calda. O momento adequado da aplicação foi considerado com as ervas bem novas e bem antes da germinação das sementes de café. Também, com o uso em ervas de menor tamanho foi possível usar doses menores dos herbicidas. Com ervas menores também procurou-se evitar o recobrimento do substrato com as ervas mortas pelos herbicidas. Para cada herbicida foram tratados 2 canteiros, com 10 mil mudas cada, deixando um canteiro sem tratar, como testemunha. O resultado do controle foi avaliado 15 dias após às aplicações dos herbicidas, determinando o percentual de plantas controladas. Verificou-se que houve um controle total das plantas daninhas, ficando a superfície do substrato, nas bandejas, completamente limpa de ervas. No tratamento com glifosato a morte foi mais lenta e com diquat foi mais rápida. No que se refere à germinação das sementes de café, avaliada 60 dias pós semeio, não foram observados efeitos negativos dos herbicidas, conforme era esperado, pois os produtos usados só atuam em pós emergência e se imobilizam ao cair no solo, com a argila e a matéria orgânica. Conclui-se que – em caso de necessidade, pode-se usar herbicidas de pós emergência, para controle de ervas daninhas que venham a crescer no substrato de formação de mudas de café em bandejas, isso antes das sementes de café germinarem. |
Publicado por: J.B. Matiello-Eng Agr Fundação Procafé, Célio Coelho -Tec Agr e Nicola. di Salvo e Frederico di Salvo -Engs Agrs Agropec. di Solo | Fundação Procafé





