Paranaense conquista premiação do concurso melhores cafés do Brasil

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A empresa campeã deste leilão foi o Grupo Café do Moço, criado em 2009 pelo barista Léo Moço e formado pela microtorrefação Café do Moço e pela cafeteria Barista Coffee Bar, ambas em Curitiba (PR) (Foto: Letícia Akemi/Gazeta do Povo)
A empresa campeã deste leilão foi o Grupo Café do Moço, criado em 2009 pelo barista Léo Moço e formado pela microtorrefação Café do Moço e pela cafeteria Barista Coffee Bar, ambas em Curitiba (PR) (Foto: Letícia Akemi/Gazeta do Povo)

O grupo paranaense “Léo Moço”, de Curitiba, conquistou a premiação de “Melhores Cafés do Brasil”, em leilão promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), nas três categorias: Ouro, Diamante e Especial. A informação é da Abic, que promoveu o 13º Concurso Nacional Abic de Qualidade do Café, realizado de 26 de janeiro a 3 de fevereiro.

Além da qualidade do café, a Abic premia também quem mais investe na compra do café. A empresa paranaense, fundada pelo barista, deu os maiores lances e sagrou-se campeã do leilão dos lotes finalistas do 13º Concurso Nacional Abic de Qualidade do Café.

O leilão dos oito lotes finalistas do Concurso vendeu todas as 36 sacas, arrecadando o valor total de R$ 54,6 mil. O valor médio da saca de café ficou em R$ 1,5 mil, quase o dobro do preço mínimo estipulado, de R$ 871,00 a saca (equivalente a 50% acima da cotação da BMF/Bovespa de 24/01).

A empresa campeã deste leilão foi o Grupo Café do Moço, criado em 2009 pelo barista Léo Moço e formado pela microtorrefação Café do Moço e pela cafeteria Barista Coffee Bar, ambas em Curitiba (PR).

O Grupo Café do Moço arrematou o lote de 6 sacas do produtor Evilásio Shigueaki Mori, de Cambira (PR), pagando R$ 2.000,00 por saca, totalizando R$ 12.000,00. Foi o maior valor de aquisição por saca, entre os lotes de café Natural e Cereja Descascado, o que rendeu à empresa o título de campeã na categoria Ouro.

Mas com a aquisição de sacas de diferentes lotes, o Grupo Café do Moço foi também o que mais investiu em qualidade, R$ 20.400,00, tornando-se campeão na Categoria Diamante. Eles compraram 1 saca do lote de Antônio Rigno de Oliveira (2º colocado) por R$1.800,00; 1 saca do café campeão do José Alexandre de Lacerda (1º colocado) por R$4.200,00; 6 sacas do café do Evilásio Shigueaki Mori (8º colocado) por R$2.000,00 cada saca, e 2 sacas do café da Ceres Trindade (6º colocado) por R$1.200,00 cada saca.

Finalmente, a terceira categoria, Especial, que corresponde ao maior lance dado a um microlote (composto de 2 sacas, apenas) premiou novamente o Grupo Café do Moço, que pagou R$ 4.200,00 pela saca do café campeão do concurso, produzido por José Alexandre Abreu de Lacerda no Sítio Córrego Pedra Menina, em Dores do Rio Preto (ES). A outra saca deste lote campeão foi arrematada pelo Café Ghini, também do Paraná, por R$ 4.150,00.

Destaque neste leilão foi a participação do Café do Guri, uma cafeteria chilena. O representante Thiago Saraiva pretendia arrematar o lote de 6 sacas do 2º colocado no concurso, o produtor Antônio Rigno de Oliveira, de Piatã (BA). Porém, após acirrada disputa conseguiu comprar metade do lote, que correspondeu a 3 sacas.

EDIÇÃO ESPECIAL – Segundo a Abic, o leilão também contou com a participação de torrefações e cafeterias: Jardim Café, Piedi Rosso, Café Barisly, San Babila Café, Café Rancheiro, Bon Blend Café, Il Barista, Café Mazzi, Vila Café e Grão Café.Todos os cafés serão agora industrializados e estarão à disposição dos consumidores a partir de abril, compondo a 13ª Edição Especial dos Melhores Cafés do Brasil.

Os cafés finalistas desta edição passaram, em dezembro, pelo crivo de um Júri Técnico, composto por provadores e especialistas, e em janeiro foram avaliados por um Júri Popular, integrado por consumidores em reuniões realizadas em São Paulo, Paraná, Espírito Santo e Bahia, estados produtores participantes do concurso.

A pontuação do Júri Técnico correspondeu a 70% da nota final, e a do Júri Popular, a 15%. A soma incluiu também a nota de Sustentabilidade da Propriedade, equivalente aos 15% restantes.

Promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), o concurso, seguido de leilão, visa incentivar cafeicultores e empresas a investirem cada vez mais na alta qualidade do café que produzem ou adquirem. O objetivo é brindar os consumidores com cafés finos, instigando-os à experimentação da diversidade de aromas e sabores dos grãos brasileiros.

Fonte: Agência de Notícias do Paraná

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