Colheita de café gera saldo positivo de emprego em Minas Gerais no mês maio

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A colheita antecipada de café em Minas Gerais continua trazendo bons resultados para o emprego formal em Minas Gerais. Em maio, o saldo de vagas geradas foi positivo: foram 9.304, advindas principalmente do setor da agropecuária, devido à grande contratação de trabalhadores para a colheita de café. Essa é a segunda vez no ano que o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) traz um número positivo de empregos formais no Estado. A primeira vez foi em abril, quando as propriedades rurais começaram a contratar os trabalhadores.

Os dados de maio foram divulgados na sexta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A geração das 9.304 vagas foi resultado da admissão de 150.392 pessoas e demissão de 141.088 trabalhadores. Mas, apesar da pequena evolução dos últimos dois meses, o saldo do ano é negativo. Nos primeiros cinco meses de 2016, Minas Gerais registrou perda de 12.220 empregos e, nos últimos 12 meses, o número de vagas encerradas chegou a 184.766.

A agropecuária foi o setor que mais contribuiu para o saldo positivo do emprego no mês de maio. Ele foi responsável pela geração de 35.730 empregos e encerramento de 14.369 vagas, o que resultou em um saldo de 21.361. De acordo com a coordenadora da Assessoria Técnica da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Aline Veloso, os números são resultado, principalmente, da antecipação da colheita de café para o mês de abril. “Por uma questão de amadurecimento dos grãos, a colheita precisou ser antecipada. Como essa colheita gera muita demanda de mão de obra, o emprego dentro das propriedades rurais aumenta”, afirma.

Segundo ela, a colheita foi iniciada em abril e segue até setembro, período em que o emprego formal em Minas Gerais deve permanecer alto no setor. A coordenadora explica que nesses meses também acontecem outras colheitas, como na fruticultura, olericultura e de cana-de-açúcar. Segundo ela, apesar de essas colheitas não demandarem tanta mão de obra como a de café, elas também contribuem para a geração de emprego no Estado.

Além da agropecuária, também apresentou saldo positivo o setor de serviços industriais e de utilidade pública. Em maio, o segmento gerou 492 empregos e encerrou 418 vagas, o que resultou em saldo de 74. O número representa evolução em relação ao mês anterior, já que, em abril, o setor registrou perda de 323 vagas.

Fonte: Diário do Comércio (Por Thaíne Belissa)

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