Café: cenário não muda e cotações não param de subir

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O mercado de café encerrou a sexta-feira (18) com novas valorizações tanto nos mercados futuros como no físico, em função do cenário de baixíssima oferta de café e demanda aquecida, além de não haver perspectiva para aumento dessa oferta no curto e médio prazo.

Na bolsa de Nova York o vencimento março/11 teve valorização de 430 pontos, fechando a 271,65 centavos de dólar por libra-peso. Os contratos para maio/11 terminaram o pregão a 273,00 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 415 pontos.

Segundo Escritório carvalhaes, com base em dados da Organização Internacional do Café, os estoques de café em mãos dos países consumidores são os menores dos últimos quarenta anos. Os estoques em mãos dos produtores são apenas os da safra corrente, sendo que no Brasil, maior produtor e exportador, já existe a preocupação sobre quantas sacas de café teremos para o consumo e embarque nos últimos meses deste ano-safra.

Os estoques nos armazéns brasileiros estão perigosamente baixos e parte deles já comprometidos com os embarques de fevereiro e março. Os estoques certificados nas bolsas de Nova Iorque e São Paulo continuam baixos e sem possibilidades de alta significativa nos próximos meses, apontando para nova situação de aperto quando chegar a hora de liquidação dos contratos com vencimento em maio próximo. Já existem 83 mil contratos em aberto para maio em Nova Iorque. A próxima safra brasileira será, com certeza, menor que nossas necessidades de consumo e embarque.

Gráfico 1. Contrato café, ICE Futures U.S.

A BM&FBovespa acompanhou a tendência do mercado e fechou em alta. O vencimento março/11 fechou cotado a US$ 352,05, com valorização de US$ 8,90. O contrato setembro/11, o de maior liquidez, fechou a US$ 341,60/saca, com alta de US$ 7,90/saca, com 7.411 contratos em aberto e 1.938 contratos negociados.

Na bolsa de Londres o preço do robusta para entrega em março/11 subiu 1,37%, fechando a US$ 2.288/ton. O vencimento maio/11 registrou valorização de 1,39%, sendo cotado a US$ 2.337/tonelada.

A safra 2010/11 do Vietnã, maior produtor mundial de robusta, deve ser reduzida. O motivo seria o tempo seco durante o crescimento do café, que resultou em grãos menores para esta temporada. Em Uganda, maior produtor de robusta da África, a produtividade local ficou abaixo das expectativas, segundo notícias da Autoridade de Desenvolvimento de Café do país (UCDA).

Tabela 1. Comparativos das principais Bolsas de café

Dólar

O dólar (PTAX) fechou com alta de 0,10%, sendo cotado à R$ 1,6669 nesta sexta-feira (18).

Mercado interno

No mercado interno a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 513,03, com valorização de R$ 7,70, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a variação acumula alta de R$ 52,12/saca.

As altas seguidas nos preços do café são sustentadas pelo quadro de oferta muito baixa do produto frente a uma demanda crescente. Produtores não tem café em mãos para serem coemrcializados.

As altas já começam ser repassadas para o varejo, o que não deve reduzir o consumo visto que o preço do café vem há longos anos sem reajustes.

Os preços do café robusta também estão reagindo no mercado brasileiro. O impulso vem da menor oferta de outros países produtores da variedade e da maior demanda por parte de algumas torrefadoras, que estão desabastecidas.

Como está o mercado na sua região? Utilize o formulário para troca de informações sobre o mercado de café, informando preços e o que está acontecendo no mercado de sua região.

Gráfico 2. Indicador Cepea/Esalq – arábica posto SP

Tabela 2. Principais Indicadores e cotação do Dólar

Fonte: CafePoint

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