Produtores fazem a poda radical para recuperar lavouras de café em MG

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Muitos cafeicultores do sul de Minas Gerais estão optando pela poda radical dos pés para recuperar as lavouras da estiagem. Com a técnica, os produtores sabem que irá haver redução da colheita na próxima safra.

O produtor Manoel da Costa podou 17 dos 39 hectares que possui na propriedade em Boa Esperança, no sul de Minas Gerais. A quantidade representa cerca de 45% da lavoura. Em anos com chuvas regulares a prática não passaria de 20%. “Ou nós fazíamos isso ou nós não iriamos colher nada no ano que vem e nada em 2016. Então, optamos por perder um ano e recuperar em 2016”, diz.

O produtor ainda precisa contratar uma pessoa para cortar os brotos que não são arrancados com a poda e que podem prejudicar o desenvolvimento da planta. “O funcionário tem que saber qual broto tirar e qual broto deixar. Então, isso vai acarretar um custo a mais”, completa Costa.

A medida considerada drástica é a única forma de evitar mais prejuízos com a lavoura que sofreu os efeitos da seca. As plantas estão murchas, os troncos não cresceram e houve uma grande perda de folhas. “Com esse déficit hídrico, lavouras que não seriam podadas esse ano, o produtor teve que tomar essa decisão”, diz o agrônomo Rodrigo de Rezende.

O agricultor Luís Fernando Lara, que podou mais da metade dos 200 hectares de café, não havia outra medida a tomar. “A gente melhor esqueletar para ver se em 2016, se tudo correr bem, a gente possa recuperar em produção. A gente não vê perspectiva nessas lavouras que não eram para ser podadas de ter safra no próximo ano”, diz.

Fonte: Globo Rural

 

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