Porto Seco registra queda de 96% nas exportações por Varginha

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Uma queda drástica nas exportações feitas pelo Porto Seco de Varginha (MG) foi registrada no primeiro semestre deste ano: foram cerca de 96% menos exportações em relação ao mesmo período do ano passado. Além disso, o café, até então o produto mais exportado pelo Porto Seco, deixou de ser o principal produto de exportação, dando lugar para a ração. Segundo a Receita Federal, o motivo seria a greve dos auditores fiscais no ano passado.

De janeiro a julho deste ano, o Porto Seco de Varginha exportou cerca de U$ 4,535 milhões em mercadorias. No mesmo período de 2012, foram cerca U$ 119,641 milhões. A queda de mais de 96% é resultado de uma mudança no comportamento dos exportadores, que passaram a mandar os produtos direto para o Porto de Santos (SP). 

O delegado adjunto da Receita Federal, Saulo de Tarso Castro Pessoa, acredita que o principal motivo para esta mudança seria a greve dos auditores fiscais no ano passado. “A partir de então, os produtores começaram a desembaraçar suas mercadorias diretamente em Santos e deixaram de passar por Varginha”, explica. 

O café que deixou de circular pelo Porto Seco de Varginha foi o que causou maior impacto nas exportações na cidade, já que o produto sempre foi a principal mercadoria exportada pelo porto seco. Hoje, as rações se tornaram o produto mais exportado pela instituição, representando 90% de tudo que é exportado no local. Dos U$ 119 milhões exportados no primeiro semestre de 2012, U$ 108 milhões foram em café. Este ano, dos U$ 4 milhões em exportação, o café representa menos de U$ 1,5 milhão.

Segundo o presidente do Centro do Comércio de Café de Minas Gerais, o volume caiu de 70 mil sacas por mês, para mil sacas. Archimedes Coli Neto explica que mesmo depois do fim da greve dos auditores fiscais, os exportadores de café mantiveram a opção de mandar o produto direto para Santos. “Porque o horário da Receita Federal no porto seco de Varginha foi reduzido”, explica Arquimedes. “Então é complicado porque a estação aduaneira foi criada justamente para facilitar esse caminho, mas ela não funciona no horário em que estamos trabalhando.” 

Greve de auditores pode ser causa de queda de 96% nas exportações (Foto: Reprodução EPTV)

 Dados de exportações de café, por aduanas:
* volume de sacas despachadas
Janeiro a Julho de 2013

Santos: 11.638.877 mi
Rio de Janeiro (e Sepetiba): 1.585.951 mi
Vitória: 1.901.035 mi
Redex Guaxupé: 1.405.165 mi
Redex Poços de Caldas: 154.924 mil
EADI Varginha: 8.241 mil

 Principais países que recebem o café: Estados Unidos, Alemanha, Japão e Itália.
 Fonte: Centro de Comércio de Café de MG

Hoje, o porto seco em Varginha funciona de 8h às 17h. Os caminhões precisam chegar até às 16h30 para conseguir despachar a carga. No período de maio de 2011 até janeiro de 2013, o horário de atendimento dos auditores fiscais era estendido de 8h até às 20h. O delegado adjunto da Receita Federal disse que os horários do porto seco foram reduzidos por causa da queda na demanda, mas que poderiam ser estendidos caso a procura voltasse a crescer.

Se para a Receita Federal a queda não representa prejuízo, o município e a região devem registrar perdas significativas, segundo Arquimedes. “O problema é o prejuízo para a região, porque com isso, se perde financeiramente e outros serviços passam a ser terceirizados fora daqui”, explica.

O presidente regional do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Minas Gerais, Breno Palhares, espera que com a alta do dólar, as exportações no Porto Seco de Varginha voltem a crescer nos próximos meses. “Se a alta do dólar se firmar, as empresas exportadoras ficam mais fortes, e tudo indica que o dólar vai se manter alto por algum tempo. Com isso, esperamos que no segundo semestre deste ano e início de 2014 essa melhora aconteça.” 

Importações
Apesar da queda nas exportações, as importações feitas por Varginha não sofreram grandes alterações no período. Neste primeiro semestre, foram registrados cerca de U$ 315 milhões em produtos importados por empresas da região, contra U$ 381 milhões no mesmo período do ano passado. Pelos valores, as importações representam o maior movimento na estação aduaneira de Varginha.

Fonte: G1 Sul de Minas

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