Olavo Barbosa é capa da Revista Globo Rural de dezembro

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O empresário guaxupeano Olavo Barbosa (Foto: Globo Rural)

O megaempresário guaxupeano Olavo Barbosa foi reeleito o maior e melhor produtor de leite do país, na Feira Internacional da Cadeia Produtiva do Leite. Por isso, ele foi convidado para estar na capa da revista Globo Rural, do mês de dezembro.

Confira trecho da reportagem de Sebastião Nascimento:

O pecuarista está de pé numa sala do prédio que abriga a ala administrativa da Fazenda São José, em Tapiratiba, cidade do sudeste de São Paulo, na divisa com a mineira Guaxupé. À sua frente, separados por paredes de vidro, têm-se a visão panorâmica dos gigantescos e modernos galpões de aço cobertos onde as vacas são ordenhadas mecanicamente. Elas produzem 65 mil litros de leite ao dia, maior volume do Brasil.

Atrás, e também ao alcance da vista do fazendeiro, está o laticínio no qual são fabricados derivados como iogurtes e queijos e envasada uma renomada marca de leite tipo A, a Fazenda Bela Vista. Orostrato Olavo Silva Barbosa, mais conhecido pela junção do segundo nome com o sobrenome – Olavo Barbosa -, foi reeleito o maior e melhor produtor de leite do país, ganhando o troféu Balde de Ouro, que foi entregue no mês passado na Feileite (Feira Internacional da Cadeia Produtiva do Leite), realizada na capital paulista.

Ele completou 87 anos de idade e, excluindo dez de trabalho como empregado numa empresa exportadora de café na década de 1940 do século passado, em Guaxupé, onde nasceu, 71 anos são dedicados “aos altos e baixos” da pecuária. Olavo, tido por especialistas como um dos precursores do agronegócio leite no Brasil, recebeu a reportagem na fazenda, no dia 19 do mês passado, a companhia do neto, Sergio, de 34 anos, diretor da empresa e seu sucessor na condução da propriedade e dos negócios.

A memória estava afiada. Ele discorreu sobre as dificuldades nos primeiros anos de atividade, quando, com gado gir “pé-duro” e ordenha manual, produzia apenas 70 litros ao dia; as viagens aos Estados Unidos e Europa em busca de novas tecnologias; as importações de vacas de alta lactação em aviões fretados e lotados; a construção de estábulos e silos cada vez maiores e melhor adaptados; enfim, sobre a sua epopeia de homem de origem simples ao hoje produtor de quase 2 milhões de litros de leite ao mês; tudo vinha à tona em detalhes.

Ao final da prosa, Olavo desceu as escadas e se encaminhou ao galpão para a sessão de fotos ao lado das férteis vacas da raça holandesa. Ali estava em casa. À vontade, mostrou o porquê de ser considerado o número 1 e, generoso, concordou em dar dicas aos iniciantes. “A pecuária de leite é cheia de momentos de crise e momentos bons, o que nos obriga a manter sempre o pé no chão. Muito capital não é sinônimo de êxito. Para vencer na atividade, é fundamental o aprendizado diário. Estar perto dos animais e ouvir os funcionários. Junto à dedicação extrema, são partes de meus segredos.”

O pecuarista está de pé numa sala do prédio que abriga a ala administrativa da Fazenda São José, em Tapiratiba, cidade do sudeste de São Paulo, na divisa com a mineira Guaxupé. A sua frente, separados por paredes de vidro, têm-se a visão panorâmica dos gigantescos e modernos galpões de aço cobertos onde as vacas são ordenhadas mecanicamente. Elas produzem 65 mil litros de leite ao dia, maior volume do Brasil. Atrás, e também ao alcance da vista do fazendeiro, está o laticínio no qual são fabricados derivados como iogurtes e queijos e envasada uma renomada marca de leite tipo A, a Fazenda Bela Vista.

Orostrato Olavo Silva Barbosa, mais conhecido pela junção do segundo nome com o sobrenome – Olavo Barbosa -, foi reeleito o maior e melhor produtor de leite do país, ganhando o troféu Balde de Ouro, que foi entregue no mês passado na Feileite (Feira Internacional da Cadeia Produtiva do Leite), realizada na capital paulista. Ele completou 87 anos de idade e, excluindo dez de trabalho como empregado numa empresa exportadora de café na década de 1940 do século passado, em Guaxupé, onde nasceu, 71 anos são dedicados "aos altos e baixos" da pecuária. Olavo, tido por especialistas como um dos precursores do agronegócio leite no Brasil, recebeu a reportagem na fazenda, no dia 19 do mês passado, na companhia do neto, Sergio, de 34 anos, diretor da empresa e seu sucessor na condução da propriedade e dos negócios.

A memória estava afiada. Ele discorreu sobre as dificuldades nos primeiros anos de atividade, quando, com gado gir "pé-duro" e ordenha manual, produzia apenas 70 litros ao dia; as viagens aos Estados Unidos e Europa em busca de novas tecnologias; as importações de vacas de alta lactação em aviões fretados e lotados; a construção de estábulos e silos cada vez maiores e melhor adaptados; enfim, sobre a sua epopeia de homem de origem simples ao hoje produtor de quase 2 milhões de litros de leite ao mês; tudo vinha à tona em detalhes.

Ao final da prosa, Olavo desceu as escadas e se encaminhou ao galpão para a sessão de fotos ao lado das férteis vacas da raça holandesa. Ali estava em casa. À vontade, mostrou o porquê de ser considerado o número 1 e, generoso, concordou em dar dicas aos iniciantes. "A pecuária de leite é cheia de momentos de crise e momentos bons, o que nos obriga a manter sempre o pé no chão. Muito capital não é sinônimo de êxito. Para vencer na atividade, é fundamental o aprendizado diário. Estar perto dos animais e ouvir os funcionários. Junto à dedicação extrema, são partes de meus segredos."

Funcionário fiscaliza uma das ordenhas; volume de leite vai saltar de 65 mil litros por dia para 90 mil. (Foto: Globo Rural)

Para compreender o dia a dia na Fazenda São José e os fatores – tecnologia, manejo, comida, genética, "dedicação" – que lhe garantiram a liderança do Balde de Ouro, é necessário deixar de lado referências acerca da produção média da pecuária brasileira. Todos os números são superlativos na São José. Causam impacto. Os 65 mil litros de leite produzidos a cada dia são extraídos de 2.430 vacas holandesas em lactação, o que dá uma média de 26 litros por cabeça – para ter ideia, a média do país fica em torno de cinco litros ao dia.

O rebanho total da São José é de 6 mil cabeças, compreendendo bezerros, novilhas, vacas secas, etc. Todo esse gado consome 135 toneladas de comida por dia (silagem de milho, pré-secado e feno de tifton, milho, farelo de soja, etc.) e bebe ao redor de 900 mil litros de água, quantidade superior a de muitas cidades pequenas. Olavo Barbosa, que entregava o leite à indústria no ano em que iniciou a atividade – 1960, antes ele ajudava o pai na exploração do café com leite -, passou a pasteurizar e envasar na década de 1980, agregando valor. Surgiu então o leite Fazenda Bela Vista – em garrafa plástica, quando os leites pasteurizados eram vendidos em saquinhos, e cujos 50 a 55 mil litros ao dia são distribuídos hoje principalmente na Grande São Paulo, onde a empresa tem seu entreposto particular, e em outras regiões. No total, são feitas 2 mil entregas diárias. Dá 60 mil entregas ao mês em frota própria.

Foi em 2005 que teve início o processo de fabricação de queijo parmesão, minas frescal, ricota, requeijão e iogurtes. "Destinamos de 10 mil a 15 mil litros de leite ao dia para os derivados. Assim, fechamos o ciclo, e toda a litragem é industrializada aqui mesmo", informa o neto e agrônomo Sergio Ferraz Ribeiro Filho. Ele "traz no sangue meu amor e a dedicação ao leite", afirma Olavo. Segundo Sergio, não fossem a agregação de valor e a escala, a São José trabalharia no vermelho. "Os custos são altos. Uma vaca bebe 120 litros de água ao dia e come de 38 a 40 quilos de volumoso e concentrado para produzir 25 litros de leite." Ele diz que vende o litro de leite a 2,20 reais e que os custos são altos. "Afora os derivados, comercializamos animais em leilões."

Sergio administra a fazenda junto com o avô e o veterinário Mauro Ribeiro, de 56 anos, que é diretor pecuário (sua carteira de trabalho registra 31 anos na São José). Olavo Barbosa conta que o projeto ganhou dimensão gigante e escala a partir de 1987, quando passou a funcionar o sistema free stall, que demorou quatro anos para ser instalado e foi o primeiro do país. "Era e continua sendo a última palavra em se tratando de tecnologia", diz. Nesse sistema, que Olavo conheceu na Califórnia, Estados Unidos, onde era usado pelas grandes propriedades leiteiras, e pelo qual desembolsou 2 milhões de reais, as vacas são inteiramente confinadas. "O free stall exige que se trabalhe com fêmeas de alta genética. Aqui, o rebanho é 85% de holandês PO (puro de origem) e 15% holandês PC (puro por cruza)", explica Olavo. Como a proposta era fazer volume, ele trouxe dos EUA na ocasião embriões, sêmen e 300 novilhas holandesas. Foi ainda à Castrolanda, em Castro, buscar a boa genética do Paraná.

Fonte: Portal GXP e Revista Globo Rural

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