PIB de Minas cai mais de 3%

Diante do atual cenário econômico, o Produto Interno Bruto de Minas Gerais (PIB) de 2015 deverá ter uma queda superior a 3%, segundo o coordenador do Sistema de Contas Regionais da Fundação João Pinheiro (FJP), Raimundo Leal. “Mantendo o que foi observado no primeiro semestre no PIB do Estado, e com a disseminação dos resultados negativos nos meses seguintes, o indicativo (do PIB) é negativo e acima de 3%”, analisa.

Nos últimos 12 meses finalizados em junho, o recuo do PIB mineiro foi de 3,3% na comparação com igual período do ano anterior. A queda do PIB de Minas nesse tipo de comparação foi quase três vezes maior que a verificada no país (-1,2%).

No primeiro semestre de 2015 o PIB de Minas Gerais recuou 4,1% frente a igual intervalo de 2014 e bem acima do resultado do país (-2,1%).

Agravamento – E para agravar a situação, a safra do café poderá não colaborar. “Temos que aguardar a confirmação da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mas a safra deste ano, deve ser menor, depois de dois anos de seca, o que vai prejudicar a produtividade e a qualidade”, alerta Leal.

Ele ressalta que baseado nas últimas visitas feitas pela fundação os indicativos nas fazendas não são animadores. “Foi uma notícia ruim que tivemos durante o seminário. Logo, nem o café pode salvar o ano”, frisou. Nesta quarta, na sede da FJP, aconteceu o seminário de lançamento do Boletim de Conjuntura Econômica de Minas Gerais – 2º quadrimestre de 2015.

Leal diz que o desempenho do café é importante, já que representa um terço do valor de produção da pauta agrícola mineira. No segundo trimestre de 2015 houve variação positiva para a agropecuária. A alta foi de 3,4% ante o trimestre imediatamente anterior. Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, a alta foi de 3%. E no acumulado do ano, alta de 0,1%. O resultado foi influenciado pela colheita do café arábica, que no período só tinha sido colhido 30% do total.

Produção industrial caiu 10,9%

Rio de Janeiro. A produção industrial de setembro teve recuo de 10,9% quando comparada com o mesmo mês do ano passado, segundo os dados do IBGE. É a maior retração em 6 anos. Na comparação com agosto deste ano, a queda foi de 1,3%, a quarta baixa consecutiva.

O setor é afetado por uma combinação de fatores, como a queda do consumo, estoques elevados e baixa confiança dos empresários para investir.

Com a nova queda, a produção industrial passa a acumular um recuo de 7,4% neste ano e de 6,5% no acumulado dos últimos 12 meses. Economistas consultados pelo boletim Focus, do Banco Central preveem que o setor vai encolher 7% neste ano.

Fonte: O Tempo (Juliana Gontijo)