
CAFÉ ARÁBICA — Em 2014, o país amargou uma queda drástica na produção de café arábica em função do clima excessivamente quente e seco, notadamente no sul de Minas Gerais e São Paulo. Este ano, as chuvas retornaram em algumas regiões produtoras, apesar de ainda estarem abaixo das médias históricas e bem aquém das necessidades das lavouras, que também tiveram seu potencial produtivo comprometido em face da deficiência na floração e baixo crescimento no ano anterior. Muitas lavouras chegaram a ser “esqueletadas” com intuito de serem preparadas para a produção em 2016, em função de não terem recuperado seu potencial produtivo para 2015.
CAFÉ CONILON — Quanto ao café canephora, a queda da produção em 2015 decorre do Espírito Santo, principal estado produtor desse tipo de café, com participação de 68,5% do total nacional. A estiagem afetou o desenvolvimento das lavouras em alguns municípios produtores, culminando em menor carregamento de flores e formação dos chumbinhos. O produtor precisa de uma quantidade maior de café para completar uma saca. Esse estado aguarda uma produção de 452,4 mil toneladas ou 7,5 milhões de sacas de 60 kg, 24,1% menor que a obtida no ano anterior, que alcançou recorde de 596,2 mil toneladas ou 9,9 milhões de sacas de 60 kg.
Fonte: P1 / Ascom CNC (Paulo A. C. Kawasaki)




