A taxa de câmbio doméstica bateu a marca de R$ 1,71 nas operações desta sexta-feira, culminando uma semana em que, na maior parte deste período, a moeda americana ficou abaixo de R$ 1,70.
Profissionais de mercado lembram que o final de ano é historicamente caracterizado por um fluxo de saída de recursos, por conta de operações para pagamento de dividendos e remessas de lucros das empresas as suas matrizes no exterior.
A semana também foi marcada por algum nervosismo em torno da cena externa. Se há poucos dias os agentes financeiros refletiram a "enxurrada" de dólares prometida pelo banco central americano (devido ao famoso "Q2", a injeção de US$ 600 bilhões na economia), o que passou a prevalecer recentemente foi o imbróglio europeu e China.
A Irlanda está envolvida numa delicada articulação política para aprovar um plano de austeridade fiscal, enquanto enfrenta o descrédito dos mercados. E o gigante asiático ameaça subir os juros, o que não seria bem recebido num momento da economia mundial em que as maiores potências lutam para "reaquecer os motores".
O Banco Central alternou entre um e dois leilões em suas compras diárias de dólares que aumentaram de intensidade desde a última semana de novembro. A autoridade monetária deve informar em detalhes a quantia adquirida nessas operações na semana que vem.
Nesse contexto, o dólar comercial oscilou entre R$ 1,704 e R$ 1,723, para finalizar o expediente em R$ 1,715, em alta de 0,35%. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,810 para venda e por R$ 1,660 para compra.
Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) registra ganho de 0,47%, aos 68.197 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,11 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York sobe 0,19%.
JUROS FUTUROS
No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas previstas retrocederam novamente nos contratos mais negociados.
O IBGE revelou que o nível de emprego no setor industrial se manteve inalterado entre os meses de setembro e outubro, enquanto mostrou expansão de 4,2% sobre o décimo mês do ano passado. Já a folha de pagamento dos trabalhadores (já descontada a inflação do período) teve um crescimento de 0,4% frente a setembro, e de 10,1% em relação a outubro de 2009.
No contrato para julho de 2011, a taxa projetada cedeu de 11,48% para 11,47%; para janeiro de 2012, a taxa prevista caiu de 11,96% para 11,94%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa projetada passou de 12,39% para 12,33%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.
Fonte: Folha Online




