
Sigmar Santos Rocha é um dos produtores rurais que teve prejuízo na região. Ele tem 6 mil pés de café plantados em todo o terreno, o que renderia uma média de 80 sacas na próxima colheita.
Depois que a lama de rejeitos de minério da Samarco, cujos donos são a Vale e a anglo-australiana BHP Billiton, chegou a produção teve que parar. Com a falta de chuvas, os frutos ficaram perdidos e os galhos secaram. "Não tem nada e o que tem nos pés não vai valer nada", disse.
O pai de Sigmar, Nelson Rocha, que vive há mais de 40 anos em uma ilha em Colatina. É dessa terra que ele tira o sustento da família e não sabe o que fazer, mesmo com a ajuda que recebeu da Samarco.
"Mandaram R$3.242, está lá no banco, porque foi de três meses. Mas isso aí não paga nem a energia", disse o produtor rural.
Plantação de tomate
Sem poder usar a água do Rio Doce, uma plantação de tomates acabou. Eram 21 mil pés que ficavam na propriedade de Carlos Alberto Rudio.
Segundo o agricultor, o prejuízo é de pelo menos R$200 mil. "Na época eu perdi de 3 a 4 mil caixas de tomate, mais ou menos, o tomate estava dando uns R$50 reais a caixa", contou.

Samarco
A empresa informou que vários estudos estão sendo realizados pra saber se a água do Rio Doce pode ser usada sem tratamento. Já o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) de Colatina disse que a água do rio pode ser utilizada na lavoura.
A samarco disse ainda que o beneficio pago aos profissionais que dependem do Rio Doce foi definido num acordo feito com o Ministério Público do estado. Esse benefício será pago até o mês de maio.
Fonte: G1 ES e TV Gazeta




