Os Emirados Árabes Unidos foram definidos como um dos mercados-alvo do projeto Brazil. The Coffee Nation, que promove as exportações dos cafés especiais brasileiros. O projeto é coordenado em parceria pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

“Foi feita uma pesquisa que mostrou que o mercado de torrados lá está em expansão. É um mercado interessante para os torrados, por isso foi escolhido como alvo”, destaca Ferreira. Vale lembrar que este também é o primeiro ano em que os cafés industrializados entram nas ações do projeto que, até então, trabalhava apenas a promoção das vendas externas dos cafés crus especiais.
Além dos Emirados, o convênio elegeu Estados Unidos, China e Alemanha como prioritários para as ações de vendas de grãos torrados e moídos. Para os cafés crus especiais foram escolhidos como países-alvo os Estados unidos, Canadá, Japão, Coreia do Sul, China, Taiwan, Reino Unido, Alemanha e Austrália.
A renovação do projeto entre a BSCA e a Apex-Brasil inclui um orçamento de R$ 7,9 milhões. Os recursos serão usados na participação nos principais eventos do setor, em sessões de degustação e rodadas de negócios, entre outras ações. As atividades para cada mercado-alvo serão definidas pelas entidades e os associados no início de julho.
Segundo informações da BSCA, para definir um café como especial, analisam-se propriedades e atributos como corpo, sabor, doçura e grau de acidez da bebida, classificando-os com notas de 0 (zero) a 100 da tabela oficial do Cup of Excellence (CoE), principal concurso de qualidade para café no mundo. As amostras que obtiverem nota igual ou superior a 85 pontos são classificadas como cafés especiais.

“Tem crescido o consumo de café lá e a perspectiva é de aumentar”, avalia Ferreira sobre os Emirados. Segundo o presidente da BSCA, vários de seus associados já participam da Gulfood, a principal feira do setor alimentício do Oriente Médio, que acontece anualmente em Dubai. “Lá, eles sentiram que o mercado tem potencial para crescimento”, aponta. Hoje, o projeto Brazil. The Coffee Nation conta com 150 associados, que representam 50 mil produtores de café.
Fonte: Agência de Notícias Brasil-Árabe (ANBA) (Por Aurea Santos)




