Iniciativa promove intercâmbio de conhecimentos sobre governança, denominação de origem, sustentabilidade, turismo e valor agregador à cadeia cafeeira
A troca de experiências entre duas das mais importantes regiões produtoras de café do país marcou a missão técnica promovida pelo Sebrae Minas, que levou ao Cerrado Mineiro, na última semana, cafeicultores, representantes da Associação dos Produtores de Café da Mantiqueira (Aprocam) e da Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Carmo de Minas (Cocarive), Cooperativa Regional dos Produtores Rurais de Santa Rita do Sapucaí (Cooperrita) e (Cooperativa dos Cafeicultores de São Gonçalo do Sapucaí (Coopervass).
Durante dois dias de programação, os participantes conheceram práticas de gestão, governança, produção sustentável e comercialização desenvolvidas na primeira região brasileira a conquistar a Denominação de Origem (DO) para cafés.
A iniciativa faz parte das ações promovidas pelo programa ALI IG do Sebrae Minas e foi realizada em parceria com instituições do Cerrado Mineiro. A visita promoveu o estímulo ao intercâmbio de boas práticas, fortalecimento de conexões entre os produtores e aumento da visão estratégias que agrega valor ao café, desde a produção até a experiência do consumidor.
A programação teve início no Centro de Excelência do Café (CEC), em Patrocínio, onde os participantes conheceram a estrutura de governança da Denominação de Origem Cerrado Mineiro, os critérios de certificação e o trabalho desenvolvido pelas entidades responsáveis pela gestão da marca regional. A comitiva também visitou a Expocaccer e a cafeteria Dulcerrado, permitindo aos produtores compreenderem diferentes etapas da cadeia produtiva, da classificação e comercialização dos grãos à construção da experiência do consumidor por meio das cafeterias especializadas.
No segundo dia, o foco esteve voltado para o campo. Os cafeicultores visitaram propriedades que são referência em agricultura familiar, sucessão no campo, qualidade dos cafés e agricultura regenerativa. As atividades proporcionaram contato direto com diferentes modelos de produção, além de momentos de diálogo entre produtores sobre desafios, inovação e oportunidades para o fortalecimento da cafeicultura. Experiências ligadas ao turismo do café, evidenciando como a atividade pode ampliar a geração de renda e valorizar a identidade das regiões produtoras, encerraram as atividades.
“Foi uma experiência transformadora. Além de conhecer novas práticas de produção, percebi como a união entre cooperativas, associações e produtores fortalece toda a cadeia do café. Também ficou evidente que a origem, a história da propriedade, a sustentabilidade e a forma como comunicamos nosso trabalho são fatores que aumentam o valor do produto e aproximam o consumidor”, destaca a cafeicultora Irys Lopes, do Sítio São Sebastião, em Cachoeira de Minas.
Para a analista do Sebrae Minas Ticiana Lopes, a vista ao Cerrado Mineiro reforça a importância da cooperação entre territórios que compartilham a excelência na produção de cafés especiais.
“A aproximação entre as duas regiões fortalece toda a cafeicultura mineira, visto que possuem características próprias, mas enfrentam desafios semelhantes e têm muito a aprender uma com a outra. Ao conhecer experiências bem-sucedidas em governança, sustentabilidade, valor agregado e turismo, os produtores ampliam sua visão de mercado e retornam com ideias que podem ser adaptadas às suas realidades, tornando suas propriedades ainda mais competitivas”, avalia.
Publicado por: Luciana Trindade – Assessoria de Imprensa Sebrae Minas| Regional Sul





