
A illycaffè compra o produto em diversas partes do mundo, mas 50% do total vem do Brasil. "Podemos dizer que das 7 milhões de xícaras de café que vendemos diariamente no globo, metade é grão brasileiro", afirmou. A torrefadora italiana adquire, em média, 30% da produção de uma fazenda a cada safra, pela qual paga cerca de 30% a mais do que o valor do mercado. Conforme Illy, o restante da safra, 70%, também acaba sendo negociado por melhores preços do que os do mercado, já que o produtor recebe um "selo de qualidade" por ser fornecedor da illycaffé.
Ele considera que é possível melhorar ainda mais a produção de café no País. "Devemos continuar em busca da excelência e da qualidade, incentivando as melhores práticas agrícolas", ressaltou. "Podemos agregar mais valor econômico ao café e transferi-lo ao produtor", explicou. Andrea Illy é otimista com relação à demanda pelo grão. Segundo ele, o consumo tem crescimento de dois dígitos na China, em países do Oriente Médio e na Índia. O CEO da indústria argumentou que uma classe média se desenvolve no mundo e não só no Brasil. Citou, ainda, o desenvolvimento da África, cuja economia cresce cerca de 4,5% ao ano.
Fonte: Agência Estado




