Dólar fecha a R$ 1,67; Bovespa acelera ganhos e sustenta marca dos 71 mil pontos

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O bom humor global em relação à crise europeia, com a forte demanda por títulos portugueses na emissão de hoje, contribuiu para fortalecer o euro no exterior e derrubar os preços da moeda americana por aqui.

O dólar comercial desvalorizou 0,6%, para R$ 1,677, aproximadamente o mesmo nível de preços em que o governo anunciou medidas para conter a especulação cambial. Pela nova norma, os bancos serão obrigados a reduzir o montante de operações financeiras em que apostam contra o dólar, num prazo estipulado de 90 dias.

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) avança 1,40%, aos 71.411 pontos. O giro financeiro é de R$ 5,88 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York ganha 0,80%.

O recuo das taxas nos últimos dias, passado o impacto inicial da notícia, indicou para alguns profissionais do setor financeiro que os bancos podem ter postergado esses ajustes para mais tarde. "Se for dessa forma, tudo indica que o dólar pode subir mais lá na frente, chegando até R$ 1,70 possivelmente. O problema é que o Banco Central tende a subir os juros, o que atrai mais capital estrangeiro", diz Marcos Trabold, da mesa de operações da B&T Corretora.

O Comitê de Política Monetária, colegiado de diretores do BC que decide a taxa básica de juros, volta a se reunir na semana que vem. É praticamente consenso entre os analistas do setor financeiro de que a chamada "Selic" (que serve de referência para os empréstimos bancários) deve subir dos atuais 10,75% ao ano para 11,25%.

O diferencial entre os juros domésticos (entre os mais altos do planeta) e os juros praticados no exterior (próximos de zero) é visto por muitos como um dos principais fatores que deprimem as taxas de câmbio. O governo brasileiro já mostrou por diversas vezes que está desconfortável com os atuais preços da moeda americana e o mercado não descarta o anúncio de mais medidas para conter o dólar em queda.

JUROS FUTUROS

No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas previstas subiram com força nos contratos mais negociados.

O indicador do nível de atividade econômica, o IBC-Br, elaborado pelo Banco Central, apontou um crescimento de 5,23% em novembro, na comparação com idêntico mês de 2009. No acumulado do ano, o crescimento foi de 8,17%, o que confirma as previsões de que o país deve registrar um crescimento próximo de 8% em 2010. O IBC-Br é monitorado com atenção pelos integrantes do Copom.

Economistas também destacaram a expansão do varejo em novembro (1,1%), conforme o IBGE, o que aponta para um crescimento recorde das vendas no período de 2010.

No contrato para julho de 2011, a taxa projetada avançou de 11,74% ao ano para 11,77%; para janeiro de 2012, a taxa prevista passou de 12,21% para 12,27%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa projetada aumentou de 12,49% para 12,54%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.

Fonte: Folha Online

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