Isenção de todos os tipos de café do tarifaço foi uma vitória, afirma diretor-geral do Cecafé

Marcos Matos assegura que o Brasil ‘não quer deixar nenhuma ponta solta’ em relação às exigências internacionais

O café brasileiro passa por um momento difícil. Chuvas atípicas nas principais regiões produtoras ameaçam a qualidade dos grãos e o padrão da bebida. “Sem dúvida nenhuma, uma grande dor de cabeça”, avaliou o diretor-geral do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), Marcos Matos, durante o Record News Rural desta segunda-feira (10).

“Estamos vendo o Brasil continental, com tantas regiões produtoras, ser suscetível a essas anomalias climáticas […] e vimos o quanto isso já tem impactado as cotações internacionais pela dificuldade da colheita”, adicionou Matos. O cenário tem criado uma maior volatilidade do preço da mercadoria e afastado investidores.

O mesmo efeito poderia ter sido visto com o novo tarifaço, se não fosse pela boa negociação brasileira. “Para nós, a isenção de todos os cafés: verdes, cristalizados, torrados, muito solúveis, foi uma grande vitória. […] A gente tem que celebrar e, sem dúvida nenhuma, vai ajudar muitos produtores brasileiros”.

O diretor-geral explica que o resultado se deve à transparência exercida pelas empresas nacionais, que desmentiram as acusações norte-americanas relacionadas ao desmatamento e ao trabalho forçado. “A gente já tem estudos mostrando que, no caso do Brasil, o café é responsável por menos de 1% do desmatamento. […] O café de longe é o mais fiscalizado, menos de 1% ligado a algum tipo de violação dos direitos humanos”.

Matos espera por um período com menos chuvas nos próximos meses, mas assegura que o Brasil segue no esforço para atender às exigências internacionais: “Nós não estamos negando que não tenhamos problemas, e tão pouco desafios para cumprir todas essas regras que todos os países têm. […] A gente não está deixando nenhuma ponta solta”.

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Fonte: R7 Agronegócios