Mancha de phoma: como identificar os sintomas e fazer o manejo no cafeeiro

Doença afeta folhas, ramos e frutos e exige monitoramento e manejo preventivo para evitar reduzir prejuízos na lavoura

A mancha de phoma é uma das doenças que exigem atenção dos cafeicultores, principalmente em regiões de maior altitude e em períodos de temperaturas amenas e alta umidade. Segundo o Desenvolvimento Técnico de Itamogi, a doença pode atingir diferentes partes do cafeeiro e comprometer o desenvolvimento vegetativo e a produtividade quando não é identificada e manejada de forma preventiva.

A ocorrência da doença é favorecida por condições climáticas específicas e pode causar danos em folhas, ramos e frutos, especialmente durante fases importantes do desenvolvimento da planta.

Sintomas da mancha de phoma no cafeeiro

Os sintomas da mancha de phoma variam de acordo com a parte da planta afetada.

Nas folhas, os primeiros sinais aparecem como pequenas lesões escuras nas bordas. Com a evolução da doença, essas manchas aumentam de tamanho, apresentam formato irregular e podem provocar necrose dos tecidos, favorecendo a queda prematura das folhas e reduzindo a área foliar da planta.

Nos ramos, as lesões ocorrem principalmente em tecidos jovens e podem causar necrose e seca dos ponteiros. Esse dano interfere no desenvolvimento de novos brotos e no crescimento da planta.

Já nos frutos, a doença provoca necrose do chumbinho, afetando diretamente o potencial produtivo da lavoura.

Mancha de phoma: como identificar a doença na lavoura

A identificação da doença deve ser feita por meio da observação dos sintomas e da distribuição das plantas afetadas na área.

Um dos principais cuidados é diferenciar a mancha de phoma da mancha aureolada, já que ambas apresentam sintomas semelhantes. A diferença é que a mancha aureolada possui um halo amarelado ao redor das lesões nas folhas.

Por isso, o monitoramento frequente da lavoura é importante para detectar os primeiros sintomas, acompanhar a evolução da doença e relacionar sua ocorrência com as condições climáticas e o histórico da área.

Manejo preventivo é a principal forma de controle

O controle da doença deve priorizar medidas preventivas e o manejo cultural da lavoura.

Entre as recomendações estão a implantação de quebra-ventos ao redor da lavoura e nas entrelinhas durante a formação do cafezal, além da realização de uma adubação equilibrada. O excesso de nitrogênio pode aumentar a suscetibilidade das folhas à doença.

Também são indicadas pulverizações estratégicas com fungicidas registrados para o controle da doença, como produtos cúpricos, carboxamidas, benzimidazóis, misturas de estrobilurinas e triazóis, além de algumas opções biológicas. As aplicações são mais importantes nos períodos de pré-florada, florada e chumbinho, principalmente em regiões frias, chuvosas e de alta altitude.

Antes de definir o produto, é importante verificar se a bula possui indicação para o controle da doença.

Publicado por: Hub do Café