Até chegar à mesa das famílias brasileiras, o café passa por uma série de processos para torná-lo apto ao consumo. Tais etapas ajudam a desenvolver os aromas e os sabores do grão. Mas, a principal delas é a torrefação.
O grão cru é submetido ao aquecimento gradual de um torrador. Esse procedimento pode levar, em média, até 12 minutos, com temperaturas que podem variar entre 180°C a 240°C. O calor desencadeia diversas reações no produto: os amidos viram açúcares e as moléculas de proteínas são quebradas.
No entanto, existem variações na torra de café, cada uma realçando um aspecto específico do fruto. Ela interfere no aroma, no sabor, no corpo, na acidez, na finalização, no equilíbrio, em quase tudo relacionado às propriedades do alimento. Por isso, o mesmo grão pode resultar em bebidas com aspectos diferentes.
Tipos de torra de café
Como adiantamos, existem diferentes tipos de torra de café. Para te guiar em relação a essas diferenças, o Jornal do Café explica o que cada categoria traz para a sua xícara de café. Confira abaixo:

Por não ficar muito tempo no torrador, os grãos não desenvolvem um amargor acentuado. Assim, o resultado é uma bebida com sabor suave ao nosso paladar.

Em contrapartida, ganha mais corpo e apresenta tonalidade marrom e avermelhada. O resultado é uma bebida mais harmoniosa, que preenche a boca e deixa um final doce prolongado no paladar. Essa torra é perfeita para um café coado.

O amargor fica mais acentuado e os grãos apresentam tonalidades escuras, com tons amarronzados. Ele nos lembra chocolate e caramelo e muitas vezes se assemelha com um café mais forte. Essa torra é a mais próxima dos cafés que os brasileiros estão acostumados a beber.
Fonte: Jornal do Café (Por Usina da Comunicação e foto de Luiz Valeriano/Comunicação CCCMG)





