Alterações climáticas, que forçam o deslocamento de produtores para outras áreas e os preços baixo, que no longo prazo tiram cafeicultores da atividade, são as grandes ameaças ao setor. Durante o 2º Fórum Mundial de Produtores de Café, evento realizado em Campinas (SP) nessa quinta-feira, dia 11, o diretor-executivo da Organização Internacional do Café (OIC), José Sette, disse que no curto prazo a questão dos preços baixos é a principal preocupação do setor produtivo.

Já em termos de longo prazo, a mudança climática é uma ameaça “muito séria”, apontou o diretor da OIC. “Demora muito para a criação de novas cultivares, resistentes à seca e mais produtivas. Além disso, é custoso para o cafeicultor migrar para uma região menos quente, e não é todo país que tem uma Embrapa para desenvolver plantas adaptadas. O Brasil investe em pesquisa há décadas. Somos um exemplo que o mundo cafeeiro tem que olhar com muito carinho”, finalizou Sette.





