O tradicional esvaziamento dos negócios nos últimos dias úteis do determinou uma reação somente modesta dos mercados a uma das notícias mais ansiosamente antecipadas ano –o aumento dos juros básicos na China.
O dólar comercial pouco oscilou hoje, encerrando o expediente na marca de R$ 1,692, somente 0,05% acima da cotação registrada na sexta-feira, dia de pouquíssimos negócios.
Hoje, a "clearing" (câmara de liquidação) para os negócios à vista da BM&F apontava um valor em torno de US$ 2 bilhões nos negócios com o dólar, ante US$ 3 bilhões na semana, já caracterizada por um giro financeiro bastante fraco.
A expectativa de que o Banco Central brasileiro aumente os juros básicos logo no início de 2010, tornando-se ainda mais rentável para o capital estrangeiro aplicar no país, é um dos mais importantes fatores de pressão (para baixo) sobre a taxa de câmbio doméstica.
Para 2011, alguns economistas veem as taxas oscilando acima de R$ 1,70, podendo chegar a R$ 1,75, devido à preocupação com a crise europeia, com o temor de que a Espanha, uma das maiores economias do velho continente, também demande socorro financeiro da União Europeia.
A notícia da China, por enquanto, teve impacto mais forte sobre as Bolsas de Valores. Na Europa, os maiores mercados tiveram perdas em torno de 1%. E no Brasil, o principal índice de ações do mercado interno (o Ibovespa) cai 0,7% e ameaça ficar abaixo dos 68 mil pontos, um dos mais baixos níveis de preço deste ano.
JUROS FUTUROS
No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas previstas voltaram a subir nos contratos mais negociados.
O boletim Focus, elaborado pelo Banco Central, apontou que a maioria dos economistas do setor financeiro elevou novamente as projeções para inflação de 2011 — de 5,29% para 5,31%. Para este ano, o IPCA previsto aumentou de 5,88% para 5,90%.
No contrato para julho de 2011, a taxa projetada avançou de 11,63% para 11,64%; para janeiro de 2012, a taxa prevista ascendeu de 12,12% para 12,15%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa projetada passou de 12,34% para 12,41%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.
Fonte: Folha Online




