
Durante o encontro, João Cruz ressaltou a importância do evento para dar visibilidade internacional ao produto, um dos mais importantes para a economia mineira, já que o café é o segundo mais exportado do Estado, atrás apenas do minério. “E sabemos que a mineração é um recurso natural finito. Nossa cafeicultura, se bem cuidada, com sustentabilidade, não me surpreenderia se daqui a alguns anos fizesse o café voltar a ser o principal produto da pauta de exportações do Estado, como foi outrora”, observou o secretário.
João Cruz salientou que o governo mineiro tem uma série de políticas públicas para impulsionar o setor, desde o fomento à própria agricultura cafeeira por meio de projetos coordenados pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater- MG), até programas para agregar valor ao produto, como o Certifica Minas Café, por meio do qual os cafeicultores podem obter também a certificação internacional 4C. “Agora, todos os produtores mineiros poderão vender para os maiores compradores do mundo por meio do programa estadual”, afirmou.
Mapeamento
O secretário aproveitou ainda o lançamento da SIC para confirmar para os próximos meses a realização do georreferencimento do café mineiro, uma das mais antigas reivindicações do setor. Segundo João Cruz, já estão garantidos R$ 5 milhões por parte da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) para a realização do mapeamento, que permitirá um conhecimento detalhado do parque cafeeiro do Estado.
“Poderemos falar de verdade quantos cafeicultores temos em Minas Gerais, em quais municípios, as variedades plantadas e o tamanho das áreas”, declarou o secretário. “Queremos chegar à correlação da qualidade da bebida com a variedade de café e a região de plantio. É um grande projeto que vai ser base para todo o planejamento de políticas públicas nos próximos anos”, completou.
Para o presidente da Faemg, o projeto é “muito oportuno” porque hoje há apenas estimativas a respeito do parque cafeeiro de Minas. “Vai nos ajudar numa previsão de safra mais eficiente. Então, vai conduzir a políticas muito mais acertadas, baseadas nestes dados. Quantos (cafeicultores) são, em que regiões estão e qual a qualidade dos produtos. Você terá uma radiografia nas mãos que dá condições de planejar melhor a cafeicultura”, acrescentou.
Fonte: Agência Minas




