Starbucks deixa de lado tradicional café e investe em sucos prensados nos EUA

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Em um subúrbio da região leste de Los Angeles (EUA), a Starbucks está inaugurando uma fábrica moderna de US$ 70 milhões para produzir sucos prensados a frio.

A fábrica é o investimento mais recente a destacar a determinação da empresa em transformar a marca de sinônimo em café em potência do setor de alimentos e bebidas.

Nos dois últimos anos, a Starbucks gastou US$ 750 milhões adquirindo três novas empresas — sucos Evolution Fresh, La Boulange Café and Bakery e Teavana — enquanto tenta se intrometer nas prateleiras de mercados e competir em um território agora dominado por companhias como Panera Bread e Chipotle.

"Tem muita coisa acontecendo", afirma Howard Schultz, CEO, durante entrevista no escritório da empresa em Seattle.

Os doces e salgados da La Boulange agora são apresentados em papel rosa que fora as embalagens de confeitaria em mais de três mil das dez mil unidades da Starbucks nos Estados Unidos.

Em outubro, a Teavana abrirá seu primeiro salão de chá na Avenida Madison, em Nova York, com o objetivo de ensinar aos clientes locais como pedir chá do mesmo modo que pedem café em uma Starbucks.

Os analistas e Wall Street estão acompanhando se a diversificação e a expansão darão certo. Como o negócio principal da Starbucks ainda está concentrado nas horas matinais quando beber café é mais popular, a empresa tem lutado há anos para atrair clientes a suas lojas durante o resto do dia. Bebidas, principalmente a partir de café, ainda representam três quartos das vendas totais da companhia, enquanto a comida representa 19%.

Os resultados recordes incentivam as investidas em novos empreendimentos. Nos três primeiros trimestres do seu ano fiscal, as vendas da firma cresceram 11,7% chegando a US$ 9,9 bilhões, com as vendas nas lojas abertas há pelo menos um ano subindo 7% para gerar uma receita de US$ 1 bilhão, um crescimento de 21%.

Agora, apesar do vício da Starbucks em vitrines de sucos e doces e salgados tentadores, os analistas sinalizam os riscos potenciais associados a qualquer distanciamento de sua marca ainda invejável e dominante.

Bonnie Herzog, analista de ações do Wells Fargo que acompanha a empresa, lembrou como Wall Street puniu a PepsiCo quando tirou os olhos dos refrigerantes para se concentrar no desenvolvimento dos negócios de salgadinhos e cereais.

Fonte: New York Times via iG Economia

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