Setor de café do País quer isenção de impostos

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Um cafezinho, por favor. Essa frase é comum em todo o território brasileiro. O grão arábico chegou ao Brasil no século XVIII, clandestinamente, vindo da Guiana Francesa. Depois de anos da comercialização do café brasileiro, o setor reivindica, ao Governo Federal, isenção e redução de impostos.

Hoje, o País é o segundo maior consumidor do planeta, perde apenas para os Estados Unidos. Segundo o presidente do Sindicato da Indústria do Café do Espírito Santo (Sincafé), Egídio Malanquini, 2011 deverá fechar com 43 milhões de sacas dos grãos tipo Arábica e Conilon in natura.

“O setor necessita de uma tributação mais adequada que passa pela isenção na produção e no consumo, principalmente do PIS (Programa de Integração Social) e Confins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social)”. Nesse sentido, informa, tramita no Ministério da Fazenda projeto que pode se tornar uma Medida Provisória com a reivindicação do setor de acabar, totalmente, com as tributações citadas para o setor produtivo (agrícola) e redução de 80% da tributação para a industrialização do produto. “Em contrapartida, o setor tem que capacitar mão de obra, desde o plantio à colheita, para que o produto tenha, sempre, qualidade”.

Infraestrutura

Na questão da infraestrutura para o escoamento da produção, Egídio Malanquini disse que o setor no Espírito Santo não passa por problemas. As três cidades com maior desempenho são Vila Velério, Jaguaré e São Gabriel da Palha e, mesmo longe do centro distribuidor (Grande Vitória), não há gargalos logísticos. “As rodovias são boas. Nos últimos oito anos o Governo do Estado fez o Projeto Caminho dos Campos que levou aos pequenos e médios produtores vias estaduais bem estruturadas”.

O presidente do Sincafé disse, ainda, que a indústria nacional do setor se concentra em 560 pequenas e médias empresas que não se intimidaram em investir em tecnologia nos últimos dois anos, para oferecer aos mercados interno e externo um café de alta qualidade.

Em 2010, o Brasil produziu oito milhões de sacas do Conilon robusta e três milhões de sacas do Arábica. O produto industrializado (torrado e moído) respondeu por cerca de 17 milhões de quilos/ano.

No Espírito Santo, a produção no ano passado ficou em torno de 11 milhões de sacas, o que coloca o estado como o segundo maior produtor de café do Brasil (perde apenas para Minas Gerais) e o primeiro lugar em Conilon no Brasil.

Fonte: SóNotícias

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