Semana de queda para os futuros do café

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Os contratos futuros do café no mercado internacional se viram sujeitos ao fortalecimento do dólar nesta semana, dentro de um movimento amplo de aversão ao risco, o que pressionou as cotações. Também exerceu pressão o posicionamento mais vendido dos fundos de investimentos.

Na Bolsa de Nova York, o vencimento maio do contrato “C” teve desvalorização de 415 pontos, encerrando a sessão de ontem cotado a US$ 1,0145 por libra-peso. Na ICE Futures Europe, o vencimento maio do café robusta foi negociado a US$ 1.537 por tonelada, com recuo de US$ 13.

A divisa norte-americana, até a terça-feira, 12, acumulou quatro pregões positivos consecutivos, recebendo suporte da ausência de informações do Brasil e do movimento do exterior, que favoreceu a alta devido à aversão ao risco dos investidores internacionais em função de dúvidas sobre os rumos das negociações comerciais entre EUA e China, e temor de piora da economia europeia, depois do anúncio de números fracos sobre o crescimento do Reino Unido.

No entanto, a partir desse recorte, com os primeiros pontos da reforma da Previdência divulgados pelo governo no Brasil, o mercado melhorou seu humor e o dólar passou a recuar, reduzindo a valorização semanal. Ontem, a moeda foi cotada a R$ 3,7401, com moderada alta acumulada de 0,2%.

Em relação ao clima no cinturão cafeeiro do Brasil, as atenções se voltam para o volume de chuva que cairá em fevereiro e março, que será determinante para o tamanho da safra 2019. Esses são meses fundamentais para o enchimento dos frutos, definindo o tamanho dos grãos a serem colhidos.

Se as precipitações se regularizarem nesse período, o Brasil deverá colher uma safra dentro do estimado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), entre 50,5 milhões e 54,5 milhões de sacas. Mas se as chuvas forem abaixo da média e as temperaturas permanecerem elevadas nas principais origens produtoras, teremos que iniciar levantamentos para verificar qual será o porcentual de quebra na colheita deste ano.

No mercado físico, as cotações acompanharam o andamento internacional e recuaram na semana, mantendo afastados os vendedores e reduzida a liquidez. Os indicadores calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para as variedades arábica e robusta foram cotados a R$ 405,12/saca e a R$ 304,78/saca, respectivamente, com perdas de 3,1% e 1%.

Atenciosamente,

Silas Brasileiro
Presidente Executivo

Fonte: P1 / Ascom CNC

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