Selo de procedência garante renda maior para produtores de café de MG

Imprimir

O reconhecimento da fama, tradição e qualidade de produtos com o selo do INPI são a garantia de um mercado diferenciado, como já acontece com os produtores de café do cerrado mineiro.

Nesta semana, o Globo Rural exibe reportagens sobre alguns produtos brasileiros que receberam o selo de indicação geográfica do Instituto Nacional da Propriedade Industrial.

Há 25 anos na cafeicultura, o produtor Francisco Sérgio de Assis, de Monte Carmelo, no Triângulo Mineiro, tem bons motivos para sorrir. O café que ele produz tem o selo de origem, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial, o INPI.

O selo certifica que o café do produtor Francisco Assis é produzido na região do cerrado mineiro, área que abrange 55 municípios no Alto Paranaíba, Triângulo e noroeste do estado. A área foi delimitada depois que os produtores comprovaram que as tradicionais lavouras da região podem manter um padrão diferenciado de produção.

O cerrado mineiro foi a primeira região produtora de café no Brasil a receber a certificação de origem, com base na indicação geográfica. Atualmente cerca de 200 fazendas estão certificadas e colocam no mercado quase 20% de toda a produção da região, o que representa cerca de 700 mil sacas de café.

Os cafeicultores tiveram que implantar boas práticas agrícolas, como instalações adequadas para equipamentos e defensivos, a coleta seletiva de lixo e a manutenção da área de reserva legal.

Francisco de Assis também teve que implantar um controle diário, onde tem a documentação de todas as atividades de operações agrícolas e assim, ganhou mais um diferencial: a rastreabilidade.

“O café colhido em um talhão, quando chega ao Japão ou outro destino, o comprador tem como saber tudo o que foi usado. Ele consegue rastrear todo o meu café, tudo o que foi feito nas práticas culturais, adubação, preparo e a qualidade, controle de qualidade de bebida do café”, explica Francisco Sérgio de Assis, agricultor.

O selo é emitido pela Federação dos Cafeicultores do Cerrado Mineiro, que reúne nove cooperativas, sete associações e uma fundação. A fazenda do agricultor Lázaro Ribeiro, em Patrocínio, foi uma das pioneiras a receber a certificação de origem da região do cerrado mineiro, e desde então os resultados melhoraram.

O produtor já até negociou parte das próximas safras no mercado futuro. “Já temos algumas vendas no mercado futuro até 2015. Tendo uma lavoura certificada, você tem uma gestão melhor, uma comercialização melhor. Você consegue um valor melhor na sua produção, que pode chegar até 10% a mais no valor da saca de café”, afirma.

Fonte: Globo Rural

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *