Produtores de café são orientados a caprichar na colheita

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Com os preços pagos atualmente e as perspectivas de mercado, os cafeicultores estão animados. É o caso de Adalto Lazarin, de São Jorge do Patrocínio. Dono de 25 mil pés em três hectares e meio, ele espera colher 40 sacas beneficiadas em média por hectare, um pouco mais do que no ano passado. 

De olho nos grãos, Lazarin aguarda o melhor momento para iniciar a colheita. É comum encontrar produtores que colhem café com 40% a 50% de grãos ainda verdes. Mas Lazarin sabe que isto faz com que o produto perca peso, qualidade e valor comercial. 

Nestas condições, avalia o técnico agrícola da cooperativa, Antonio Carlos Spanhol, os prejuízos podem variar de 20% a 30% e o produtor se decepcionar no momento da comercialização.

Qualidade

Em um ano como este, em que colher café de qualidade pode fazer toda a diferença, o cafeicultor precisa ficar atento, recomenda o gerente comercial de café, Adenir Volpato, o Gabarito.

Em anos anteriores, diz, o café de qualidade era vendido com uma diferença média de preço de 10% a 12%. "Atualmente a diferença é bem maior. Gira em torno de 30% ou mais, tendência que deve persistir até o final da safra", garante.

Além de preço melhor, o café de qualidade também tem maior liquidez. Isso porque, nas duas últimas safras, devido a problemas climáticos, a safra caiu muito em países como a Colômbia e outros da América Central, tradicionais produtores de alta qualidade. O mesmo também ocorreu no Brasil, reduzindo significativamente os estoques mundiais.

Fonte: Coffee Break

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