Produtores de café do Leste de Minas esperam recorde na produção da safra neste ano

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Os produtores de café de 15 municípios da microrregião de Caratinga, no Leste de Minas, estão esperançosos para um recorde na produção da safra de café em 2018. A expectativa dos produtores da região, um dos polos de produção estadual, é de que neste ano, 45 mil toneladas de café sejam colhidas, após três anos de pequenas safras. O montante representa cerca de R$ 300 milhões de arrecadação e a geração de novos postos de trabalho temporários na agricultura.

“Este é um ano em que a bianuidade do café, uma planta que vai produzir muito em um ano e menos no ano seguinte, no Brasil é positiva. Então, daí tem uma lavoura maior. Outro ponto positivo, é que o verão anterior a este foi com um regime de chuva um pouco melhor que nos anos anteriores, que deram um círculo de seca muito grande. Então a lavoura já começou a responder aos tratos culturais, as adubações, então veio uma florada muito boa. Agregou o lado da bianuidade, então a gente vai ter uma produtividade por hectare alta”, afirma o produtor de café Mauro Grossi.

A plantação de Mauro se localiza entre os municípios de Imbé de Minas e Piedade de Caratinga e tem cerca de 64 hectares. A expectativa dele é de que a safra colhida em sua plantação seja de 30 a 32 sacas de 60 quilogramas por hectare, uma média superior à da região, que é de 25 sacas. A explicação para essa média superior vai desde o clima, aos cuidados e ao jeito de plantar; ele optou por uma quantidade de café maior por área e na escolha de variedades mais produtivas.

“Com isso, nós temos conseguido aumentar a produtividade, ou seja aumentado a quantidade de saca por hectare de lavoura e trabalhando a questão da qualidade do café, que é uma forma de agregar valor ao produto que você está vendendo”, diz.

Aumento da área plantada
A microrregião de Caratinga possuía cerca de 25 mil hectares de café plantados até os últimos meses, quando essa área passou a ser de 30 mil hectares. A colheita da safra começa no final de abril e vai até setembro. Durante este período, pelo menos 30 mil novos postos de trabalho temporários devem se abrir, segundo a Cooperativas de Produtores do Café (Copercafé).

“A nossa região é de clima frio, então para a planta do cafeeiro é um clima propício. A terra também é boa, apesar de ter alguns terrenos que não estão adequados ao plantio de café, mas a grande maioria está”, explica Carlos Urbano, diretor da Copercafé.

De acordo com o Companhia Nacional de Abastecimento (Conabe), a produção brasileira na safra de 2018 deve ser de 58 milhões de sacas, 30% a mais que no ano passado. E a exportação deve chegar a marca de 30 milhões de sacas. Parte do café produzido por Mauro Grossi, na microrregião de Caratinga, faz parte dessas sacas que devem ser exportadas.

“O nosso café daqui, de qualidade superior, tem ido para Alemanha, que é o maior distribuidor de café do mundo. O café mediano, que a gente chama de bebida dura ou rio, é comercializado na região de Caratinga, Manhuaçu e as vezes no Sul de Minas”, afirma o produtor.

Fonte: G1 Vales de Minas Gerais

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