Preços do café despencam somente no campo

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O café despencou de preço para o produtor, mas se depender de comerciantes ouvidos pela reportagem, essa queda não deverá chegar ao consumidor final.

Entre janeiro e abril deste ano, a saca de 60 quilos do grão arábica, que também é produzido na região, desvalorizou médios 21,7%.

A redução de preços foi confirmada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, que apurou ainda queda nos valores da saca do grão robusta, produzido principalmente no Espírito Santo.

"O preço da xícara de café ficará no valor atual porque a indústria não repassa a queda dos valores", diz o comerciante João Batista Vilar, dono de cafeteria na rua São Sebastião, no Centro.

Segundo ele, que recebe grãos de um produtor de Altinópolis, os preços no campo podem ter caído, mas o impacto é nulo.

"Não há café disponível, a colheita ainda não começou e a indústria não consegue comprar pelas cotações em baixa", diz.

Para o gerente de cafeteria também localizada no Centro, dificilmente a queda atual de preços chegará ao consumidor final.

"Mas no ano passado, quando o valor da saca disparou, os aumentos foram repassados nos preços do cafezinho", critica ele, que pediu omissão do nome.

Gôndola

A presidente da Café Utam, Ana Carolina Soares de Carvalho, tem opinião diferente.

"Se as tendências de queda [de preço] no mercado se efetivarem, certamente os preços que chegam às gôndolas sofrerão alterações, mas como o mercado ainda não se estabilizou, não temos o índice real que pode ser alterado", diz.

Com sede em Ribeirão Preto e unidade em Piumhi (MG), a Utam é das principais produtoras de marcas de café da região.

Na quarta-feira (9), durante checagem em supermercados da área central, o pacote de 500 gramas de marcas variadas do grão era encontrado por entre R$ 6 a R$ 8. Já nas cafeterias do Centro a xícara custa em média R$ 2,80.

Fonte: Jornal A Cidade

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