Preço bom permite que produtor renove cafezal

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Os bons preços do café verificados no ano passado não chegaram ao bolso de todos os produtores. Muitos perderam o pico das cotações porque já haviam comercializado boa parte da safra.

Mesmo assim, os cafeicultores aproveitam o momento de preços melhores para uma renovação dos cafezais. "É hora de elevar a produtividade, buscar mais qualidade e renovar as áreas improdutivas", diz Joaquim Goulart, gerente de desenvolvimento técnico da Cooxupé.

Os produtores da região de Guaxupé aproveitam também o momento para adequar os cafezais às novas exigências da colheita mecanizada, necessária nas áreas que permitem o uso de máquinas devido ao alto custo da mão de obra.

Já no cerrado mineiro, renovação e novas áreas devem atingir 5% da área atual, estimada em 180 mil hectares. Francisco Sérgio de Assis, presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, prevê que deverão ser plantados cerca de 30 milhões de pés de café arábica na região.

"Mas os produtores estão com os pés no chão", diz ele. A preocupação maior é melhorar a lavoura, investir em maquinário e ser mais competitivo, segundo ele.

Os baianos começaram o plantio de novas áreas mais cedo, segundo João Lopes Araújo, produtor e diretor da Aiba (associação de produtores da Bahia).

A maior área de plantio na Bahia será de café conillon, que já vem com preços melhores do que o arábica há mais tempo. No ano passado foram plantados 10 milhões de mudas desse tipo de café na Bahia. Neste ano, serão mais 20 milhões, diz Araújo.

Os produtores começam a comercializar a produção deste ano, mas com preços menores. Mesmo assim, as negociações deste ano na Bolsa de commodities de Nova York superam em 53% as de igual período de 2010.

Máquinas agrícolas – O faturamento da indústria de máquinas e equipamentos agrícolas nos cinco primeiros meses do ano supera em 26% o de igual período de 2010.

Importações – Essa evolução fica muito abaixo do que ocorre com as importações, que somaram US$ 187 milhões no período, 66% a mais do que em 2010. Demanda aquecida no campo e dólar favorável às compras permitiram o avanço das importações.

Exportações – Já as exportações tiveram avanço menor, somando US$ 384 milhões até maio, 34% a mais do que as de igual período de janeiro a maio de 2010. Os dados são da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos).

Na contramão – O algodão voltou a subir 4% ontem na Bolsa de commodities de Nova York, devido à seca no Texas. No mercado interno, o produto manteve queda, segundo o Cepea.

Suco de uva – As vendas de suco de uva 100% natural somaram 12,9 milhões de litros de janeiro a abril deste ano, ante 9,6 milhões de litros entre janeiro e abril de 2010. O aumento foi de 34,4% no período.

Qualidade – "A percepção dos consumidores sobre a qualidade do produto continua alta", segundo Júlio Fante, presidente do Ibravin (entidade do setor).

Fonte: Folha de São Paulo

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