Paraná erradicou 30% da área de café por causa de geadas

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Após as geadas ocorridas no inverno no Paraná, muitos cafezais do Estado foram prejudicados e precisaram ser erradicados. Levantamento realizado no mês passado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura indicou que 29% da área estadual ocupada pelo o grão – estimada em 82 mil hectares na temporada 2013/14- foi ou será erradicada, conforme Paulo Franzini, coordenador do segmento de café do Deral. A estimativa anterior indicava um percentual de cerca de 20%.

Assim, a área para a próxima safra (2014/15) no Estado caiu para 58 mil hectares. Em cerca de 40% dessa área, os cafezais não vão produzir nada no próximo ano, uma vez que foram podados em virtude das geadas ou o problema climático retirou a carga produtiva das plantas, de acordo com Franzini. Não se sabe ainda se os 60% restantes terão uma colheita "normal" ou muito pequena. As lavouras que foram "esqueletadas" (sofreram podas laterais) somente produzirão uma safra "cheia" em 2015. Se a lavoura foi "recepada" (cortada embaixo, no tronco) não apresentará colheita em 2015 ou será muito pequena, explica Franzini.

A safra colhida este ano (2013/14) no Paraná é estimada em 1,65 milhão de sacas de 60 quilos. Para 2014/15, a estimativa é que a produção fique entre 600 mil e 650 mil sacas, uma redução em torno de 60% na comparação com o ciclo anterior.

A pesquisa do Deral também indica que a maior parte das áreas erradicadas – quase 90% – foram ocupadas com soja, mas mandioca e pastagens também avançaram, conforme Franzini. Alguns produtores disseram que poderão plantar café em 2014. Mas foi a minoria, segundo o coordenador. Alguns cafeicultores têm a intenção de renovar os cafezais e adaptá-los para mecanização. Porém, dados mais precisos da pesquisa ainda serão tabulados e apresentados apenas no próximo ano.

A erradicação dos cafezais ocorreu em maiores percentuais na região oeste do Paraná (núcleo de Campo Mourão, Cascavel e Toledo) – 55% a 65% das áreas. Na área mais central (núcleo de Apucarana e Ivaiporã) a taxa ficou entre 25% e 40%, e no Norte Pioneiro (núcleo de Jacarezinho), maior região produtora de café do Estado, foi de 17%.

Diante do cenário de crise na cafeicultura, Franzini diz que "o desânimo é grande" entre os produtores, mas que para aqueles cuja cafeicultura é a atividade mais importante na propriedade será necessário renovar os cafezais ou diminuir a área e deixar apenas os melhores talhões e investir na produção.

Fonte: Portal do Agronegócio

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