Núcleo da Cooparaiso discute mercado de fertilizantes

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O núcleo da Cooparaiso em Altinópolis recebeu no dia 5 de junho, representantes da empresa de fertilizantes Fertipar, um dos grandes parceiros da cooperativa, para apresentação do cenário atual do mercado de fertilizantes, um dos produtos da cesta de insumos do cafeicultor que mais aumentou no último trimestre, com altas em torno de 35% nesse período. O Brasil importa a maior parte de seu consumo de fertilizantes e a agricultura tem sofrido com os aumentos do setor. De todo o consumo brasileiro, 6% está na cafeicultura.

O diretor da empresa, Cláudio Melara, disse que o primeiro trimestre desse ano foi o pior dos últimos cinco anos para o setor de fertilizantes. “Vários fatores provocaram a alta de preços, como por exemplo, a dificuldade e paralisação nos embarques do produto vindo da Tunísia”, explicou.

O diretor contou aos 50 produtores de café presentes à palestra que na última semana de maio, os maiores vendedores e os maiores compradores de fertilizantes se reuniram no Qatar (Península Arábica) para discutirem as dificuldades do setor.

“Nos últimos 50 dias, a matéria-prima subiu mais e isso foi uma surpresa, porque já havia uma definição de compras por parte do hemisfério norte, que consome mais de 70% de toda a produção, o que na lógica, traria maior acomodação para o mercado, mas não foi isso que aconteceu”.

Outro fator, segundo Cláudio, que influenciou no aumento dos preços dos fertilizantes foi a alta do dólar. “O preço do produto é dolarizado em 80%”, disse.

“Em julho, o cloreto tem a tendência de subir mais em relação ao valor praticado em junho. O nitrogênio, que é o fertilizante mais consumido, tem tido grande demora de descarga no porto de Santos (SP), mas o preço para julho ainda é um mistério, podendo subir ou não. Já o fósforo, algumas empresas que venderam o produto não o compraram para fazer entrega. O produtor pagou, mas não recebeu e agora a empresas estão descobertas e terão que comprar o fertilizante para honrar com suas entregas e terão que pagar o preço de marcado, que deve ser mantido o mesmo”, informou Cláudio.

O diretor da Fertipar explicou que os caminhões que entregam açúcar no porto de Santos são utilizados para trazerem fertilizantes para distribuição. “Como está havendo menor entrega de açúcar, provavelmente o fertilizante vai demorar mais para ser carregado. Isso é um problema de logística que pode atrapalhar e influenciar no preço também”, disse ele.

“Acredito que os fertilizantes podem subir mais ainda até setembro”, finalizou o diretor da Fertipar, Cláudio Melara.

Fonte: Coffee Break

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