MG: cobertura de solo com filme plástico reduz custos em cafezais, diz Braskem

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O filme plástico para cobertura de solo (mulching) é uma solução bastante consolidada na agricultura, principalmente no plantio de hortifrúti, por trazer benefícios no controle de plantas daninhas, na otimização do uso de água e na melhoria da produtividade. Por essas vantagens, a tecnologia tem ganhado, ao poucos, espaço em culturas perenes. Para comprovar os impactos positivos desta tecnologia no café arábica, a Braskem, maior petroquímica das Américas e líder mundial na produção de biopolímeros, promoveu uma pesquisa de campo em parceria com Electro Plastic e a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) – Campus Monte Carmelo.

Apesar de o Brasil ser o maior produtor e exportador do café, a cultura ainda enfrenta desafios, principalmente em relação aos altos custos de produção, sendo a prevenção da matocompetição um dos fatores mais onerosos. Nesse contexto, o mulching dupla-face (branco e preto) pode ser adotado como uma opção para tornar a lavoura mais eficiente, de acordo com estatísticas preliminares.

Os testes com a cobertura de solo no cafezal tiveram início em janeiro de 2014 na Fazenda Juliana, em Monte Carmelo, uma das principais regiões exportadoras de café. Após um ano e meio de plantio, a pesquisa concluiu que as lavouras com cobertura de solo tiveram resultados superiores àquelas com amostras de controle, por impedir o desenvolvimento de plantas daninhas, o que reduz os custos com capina e aplicação de herbicidas pré-emergentes. “A face do mulching que fica em contato com o solo é preta, impedindo a passagem de luz e o crescimento de ervas daninhas”, destaca Ana Paiva, especialista de Desenvolvimento de Mercado da Braskem.

No estudo também foi avaliado o uso do filme em diferentes regimes hídricos (manejos de irrigação). Como a solução reduz a evaporação de água, fazendo com que a área permaneça com a umidade mais constante, a necessidade de aplicação de água foi menor em relação à parcela de lavoura sem o plástico. A pesquisa concluiu, portanto, que o mulching favorece a redução de recursos. “A partir do segundo ano, a plantação com mulching teve um custo menor em R$ 2.850 por hectare”, afirma Gleice Aparecida de Assis, professora da UFU e tutora do Grupo PET Agronomia Monte Carmelo.

Na avaliação de Cristiano Rolla, gerente de Contas da Braskem, a economia financeira tem significativo impacto na gestão do cafezal. “A redução nos custos de controle de ervas daninhas e água foi de 38% e 28%, respectivamente.”

Além disso, a cobertura de solo também favorece o desenvolvimento das plantas, já que não precisam mais disputar água e nutrientes. Apesar de o café arábica apresentar sua primeira produção significativa aos dois anos e meio após o plantio, há a expectativa de aumento de produtividade.

Fonte: Braskem via Página Rural e CNC

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