Mercado cafeeiro retornou aos trabalhos após o feriado nacional em queda

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O mercado cafeeiro retornou aos trabalhos após o feriado nacional em queda. Ontem em N.Y. a posição dezembro finalizou o dia com +1,70 pontos, hoje operou entre a máxima de +1,45 pontos porém reverteu atingindo mínima de 6,60 pontos, fechando com -3,25 pts. Vendas de fundos e especuladores baseando-se na expectativa da chegada da safra de café da América Central pressionaram as cotações.

O dólar interrompeu sete sessões acima do patamar de R$ 1,70 e fechou hoje cotado a R$ 1,6990 com queda de 0,47%. O comportamento da moeda refletiu a reação dos investidores às decisões do Federal Reserve (Fed, banco central americano) de manter os juros nos EUA nos níveis historicamente baixos por um período prolongado e de comprar mais US$ 600 bilhões em Treasuries (títulos do Tesouro dos EUA) de longo prazo até o segundo trimestre de 2011. Segundo o Fed, as compras de Treasuries devem ser de US$ 75 bilhões por mês, em média, mas a instituição ajustará o volume de compra conforme o necessário uma vez que o ritmo de recuperação na produção e no emprego segue lento. O tamanho do afrouxamento quantitativo anunciado ficou relativamente em linha com as últimas previsões do mercado, que giravam entre US$ 500 bilhões e US$ 1 trilhão. A decisão do Fed saiu só nos 15 minutos finais de negócios com o dólar comercial. Diante ainda da reafirmação da defesa do regime de câmbio flutuante pela presidente eleita, Dilma Rousseff, em entrevista coletiva hoje, o que tranquilizou o mercado, os investidores se reposicionaram a fim de aguardar o tão esperado anúncio do afrouxamento quantitativo do Fed. Vale mencionar que os indicadores norte-americanos melhores do que o esperado também reforçaram a avaliação de que o Fed tenderia mais a restringir a injeção de recursos na economia do que vir a lançar um programa agressivo. Agência Estado Quando comparada com o mês anterior, a exportação de café em outubro apresenta aumento de 4,2% em termos de volume, pois em setembro passado foram embarcadas 2,955 milhões de sacas. A receita cambial foi 8,5% maior, considerando faturamento de US$ 540,1 milhões em setembro.

A exportação de café em outubro (20 dias úteis) alcançou 3,078 milhões de sacas, o que representa elevação de 28,5% em relação ao mesmo mês do ano passado (2,396 milhões de sacas). Em termos de receita cambial houve aumento de 67,8% no período, para US$ 586,1 milhões, em comparação com US$ 349,3 milhões em outubro de 2009. Os dados foram divulgados há pouco pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

A Organização Internacional do Café (OIC) manteve inalterada a previsão de produção global de 133 milhões de sacas na safra 2010/11, em relação à projeção de setembro, conforme relatório divulgado hoje. No documento, a OIC observa, no entanto, que a safra 2010/11 pode ser prejudicada pelo "inesperado" clima adverso em algumas das principais regiões produtoras, "provocando preocupações com relação à oferta de curto prazo". Conforme a OIC, fortes chuvas podem ter impacto negativo sobre a colheita no Vietnã, Índia, Colômbia, assim como na América Central. "A Colômbia está se movendo para o terceiro ano consecutivo de baixa produção", alerta a organização. Tamb&eac ute;m é esperada uma safra menor em outros países exportadores, como Indonésia. Essa combinação de fatores pode reduzir o aumento da produção global em 2010/11, que deverá ser maior por causa do crescimento da safra brasileira, em virtude da bienalidade do café arábica. A produção mundial na safra 2009/10 está estimada em cerca de 120 milhões de sacas ante 128,4 milhões de sacas em 2008/09. O consumo mundial de café está projetado em 129,1 milhões de sacas em 2009 em comparação com 130,6 milhões de sacas em 2008. O consumo médio global nos últimos 10 anos é de cerca de 119 milhões de sacas, indicando tendência positiva principalmente em países exportadores e algumas economias emergentes. Conforme o relatório da OIC, a oferta limitada levou a uma redução substancial nos estoques de países produtores na safra 2010/11. O volume pode ter caído para nível historicamente baixo, de menos de 12 milhões de sacas. O estoque baixo e os atrasos na colheita em alguns países, por causa da chuvas, continuam a causar preocupações com relação ao abastecimento no curto prazo. Estima-se que o estoque de café verde em países importadores era de 19,2 milhões de sacas no fim de junho passado. Segundo a OIC, os preços internacionais do café mantiveram-se firmes em outubro, mesmo com a queda geral provocada pela redução das cotações do arábica. O preço médio composto da OIC ficou em 161,56 cents de dólar por libra-peso, representando ligeiro recuo de 1,3% ante a média de 163,61 cents de setembro. No entanto, o preço composto diário bateu 172,57 cents no dia 29 de outubro, nível mais a lto desde 9 de junho de 1997. De acordo com a OIC, o comportamento do mercado no mês passado foi caracterizado pelo aumento do preço do café robusta, que marcou recorde de dois anos, resultando em diminuição dos diferenciais com os grãos arábica.

Fonte: Infocafé – informativo diário da Mellão Martini

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