Mato Grosso lança “Diagnóstico da Cadeia Produtiva do Café”

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O Governo de Mato Grosso lança o “Diagnóstico da Cadeia Agroindustrial do Café no Estado de Mato Grosso”, no contexto do Programa MT Produtivo – Café, criado com a finalidade de promover a revitalização e expansão da cultura em Mato Grosso.

O material é resultado da parceria firmada entre a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, por meio da Unidade Descentralizada Embrapa Rondônia, e municípios com maior desempenho na atividade cafeeira.

O Diagnóstico traz à tona as condições de produção e o nível de tecnologia aplicado pelos componentes da cadeia do café nas etapas de produção e comercialização. As informações também estarão à disposição de instituições públicas e privadas que lidam com ações de incentivo ao setor.

A amostragem foi realizada em 146 propriedades e 16 empresas comercializadoras – cerealistas e indústrias de torrefação, localizadas nos municípios de Alta Floresta, Aripuanã, Carlinda, Colniza, Cotriguaçu, Juína, Nova Bandeirantes, Nova Monte Verde, Tangará da Serra e Rondolândia.

O Brasil é o principal produtor e o segundo maior consumidor de café do mundo. Segundo o acompanhamento da safra brasileira de café, consolidado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em maio deste ano, a estimativa é de que a área em produção de café (conilon e arábica) seja de 1,84 milhão de hectares e de que tenham sido colhidas 50,92 milhões de sacas beneficiadas de 60 kg.

Grande parte da produção brasileira é exportada para outros países contribuindo para o superávit da balança comercial. Em Mato Grosso, a estimativa é de que a área total de café atinja 11,2 mil hectares, com 8,4 mil hectares em produção, e um volume final projetado em 118,8 mil sacas produzidas.

Na avaliação do secretário de Agricultura Familiar, Silvano Amaral, o Programa MT Produtivo – Café é uma importante ferramenta conquistada pelo Governo do Estado, e seus parceiros, para a consolidação da cafeicultura em Mato Grosso.

“O Estado tem na assistência técnica a base do programa MT Produtivo, uma vez que dela depende todo o avanço tecnológico das lavouras, o que inclui o manejo apropriado de mudas altamente produtivas, a instalação de jardins clonais e a implantação das unidades demonstrativas, que irão funcionar como vitrines de boas práticas e incentivo aos demais produtores”, analisou Silvano, ao considerar a cafeicultura como uma atividade estratégica para a geração de renda e fortalecimento da economia.

Em Mato Grosso, apesar da ausência de uma produção tecnificada e do enfrentamento de uma série de variáveis que faz frente ao avanço dos agricultores familiares, a cafeicultura ainda desponta como uma significativa fonte de renda. Segundo o Diagnóstico, a produção familiar na região estudada está sustentada pela tríade café, pecuária de corte e leite.

O café aparece como a principal fonte de receita para 59,6% das propriedades pesquisadas, seguido da pecuária de corte, com 17,1%, e do leite, com 14,4%. A análise do desempenho econômico sobre duas propriedades, tendo cada uma delas cinco hectares de café, indicou boa rentabilidade do produto, proporcionando um lucro líquido mensal de R$ 3.029,06 em uma delas, e R$ 3.232,75 em outra. Os detalhes podem ser conferidos no documento.

A atividade se tornou uma importante opção para a diversificação da produção familiar, contribuindo de forma significativa para a geração de emprego e renda. A produção de café em Mato Grosso é desenvolvida basicamente pela mão de obra familiar, com picos de contratação no período de colheita da safra, quando são abertos novos postos de trabalho.

“O diagnóstico traz diretrizes para a organização da cadeia do café em Mato Grosso e tem, neste processo, parceiros fundamentais como a Empaer, prefeituras municipais, consórcios intermunicipais, a Embrapa Rondônia – responsável por coordenar a elaboração do documento, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), as organizações dos cafeicultores, agentes financeiros, terceiro setor e o ramo de comercialização do café. O estabelecimento de ações conjuntas entre os segmentos ligados à cafeicultura é de suma importância para a garantia de competitividade ao grão produzido no Estado. Temos que avançar na produção de cafés de qualidade e diferenciados, capazes de atender aos paladares mais exigentes, e de maior valor comercial”, pontuou o superintendente de Agricultura Familiar, George de Lima.

De acordo com o documento, a Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) pública é a principal fonte dos agricultores familiares na busca de informações sobre a cafeicultura, sendo utilizada por 87% dos entrevistados.

“Os serviços de Ater são fundamentais para que as tecnologias adequadas e sustentáveis desenvolvidas pela pesquisa sejam transferidas aos agricultores familiares de forma eficiente, como a recomendação de cultivares, irrigação, manejo de pragas e doenças, nutrição da planta e poda, que culminam no aumento da produtividade das lavouras de café”, afirmou o presidente da Empaer, Renaldo Loffi.

Conte: Ascom Seaf-MT (Por Naiara Martins e foto de Lucas Diego)

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