Greve dos caminhoneiros trava mercado de café no Brasil

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Entidades como o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) já manifestaram a preocupação com a continuação da greve, que deve prejudicar e atrasar os embarques.

Com a apreensão com quando a situação vai se normalizar, vendedores agem com cautela enquanto o comprador preocupa-se, naturalmente, com o seu abastecimento. Nesta quinta-feira, o mercado nacional teve lentidão e manutenção dos preços estáveis.

A greve dos caminhoneiros travou a comercialização no país. Houve interesse de alguns compradores no mercado, mas só para retirar o café após o fim da greve, enquanto o vendedor se retraiu. A alta do arábica em Nova York na quinta-feira acabou não tendo maior efeito sobre as cotações no Brasil.

O fator clima segue importante no mercado internacional do café neste momento, com a chegada do frio nas regiões produtoras do Brasil gerando cautela, com o temor que sempre existe de geadas, trazendo sustentação aos preços nas bolsas. Mas, a safra brasileira que vai sendo colhida cada vez mais se reafirma como uma produção recorde e isso pressiona negativamente as cotações.

Assim, a bolsa de NY segue testando a linha de US$ 1,20 a libra-peso. Nesta semana, o mercado já fechou acima e abaixo deste patamar importante psicológico. Fundamentalmente, com uma safra recorde no Brasil, há tranquilidade no abastecimento global e dificuldade do mercado se manter acima desta linha de US$ 1,20.

Fonte: Agência SAFRAS (Por Lessandro Carvalho) via Revista Cafeicultura

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