Governo da Colômbia anuncia apoio a preço interno de café

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O recém-eleito governo da Colômbia anunciou nessa terça-feira (28/8) que vai destinar 100 bilhões de pesos (cerca de US$ 33,5 milhões) para apoiar os preços internos do café no país, numa medida para tentar amenizar o impacto da queda recente das cotações internacionais sobre a cadeia produtiva. A informação foi divulgada nesta noite em comunicado pela Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia (FNC).

O anúncio ocorreu após reunião do primeiro Comitê Nacional de Cafeicultores com representantes do novo governo, no qual tem assento os 15 delegados dos comitês departamentais de cafeicultores e os novos ministros da Fazenda, Agricultura, Comércio e a Direção de Planejamento Nacional.

Segundo o comunicado, além do subsídio aos preços do café, também foi anunciada a criação de uma mesa de trabalho permanente entre o governo de Iván Duque e a federação para analisar e definir o preço de referência a partir do qual se ativará a ajuda e o mecanismo operacional para entrega desses recursos, e se convocará de novo o Comitê Nacional para aprovar o mecanismo de distribuição.

O governo se comprometeu ainda, segundo a federação, a desembolsar novos recursos se avaliações indicarem a necessidade de que isso ocorra.

A reunião dessa terça-feira foi anunciada na semana passada pela FNC para discutir a queda recente dos preços na bolsa de Nova York. Este mês, a cotação futura café caiu abaixo de US$ 1,00 por libra-peso na bolsa, algo que não ocorria desde 2006.

Quando anunciou a reunião, no dia 22, a FNC chegou informar que colocaria em pauta a possibilidade de um programa de retenção de café para conter a queda dos preços na Colômbia.

De acordo com o a entidade, o preço de referência para os cafés suaves na (contrato C) em Nova York registrou 22 meses de queda sistemática, o que levou a cotação de 160 centavos de dólar por libra-peso em novembro de 2016 para cerca de 108 em julho de 2018.

Em agosto, segundo a FNC, a situação piorou, com uma retração de 22% em relação a agosto de 2017, registrando um preço médio de 105 centavos de dólar por libra e um mínimo de 97,25 centavos de dólar. Desde agosto de 2006 o contrato não caía abaixo de US$ 1,00 por libra.

Fonte: Valor Econômico (Por Alda do Amaral Rocha)

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