Galeria na Cooparaiso irá homenagear Dr. Alcides Carvalho

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Tem-se o parcial retrato do doutor Alcides Carvalho, o maior melhorista e geneticista de café do mundo, que completaria cem anos no dia 20 de setembro de 2013. A longevidade ainda se soma ao rigor científico e à sensibilidade, que o habilitava a diferenciar espécies de cafés pelo aroma exalado pelas floradas.

O pesquisador de café e formador de cientistas dedicou sua existência à cafeicultura. É responsável por absolutamente todas as 65 cultivares de café desenvolvidas pelo Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, onde trabalhou por 58 anos, até falecer em abril de 1993. Esses materiais hoje ocupam cerca de 90% dos cafeeiros do tipo arábica do Brasil.

“Ele era uma pessoa muito simples, dedicado, rigoroso e muito generoso”, lembra o pesquisador do IAC, Oliveiro Guerreiro Filho, conviveu com o mestre de maio de 1982 a outubro de 1990, quando foi fazer doutorado

“Não só o café deve muito ao trabalho do Dr. Alcides, mas o Brasil também, tanto social como economicamente, pois com sua simplicidade e inigualável conhecimento cientifico, ele nos deu cultivares que formam 90% das lavouras de café arábica do Brasil. Temos um respeito profundo por ele e outros grandes mestres e a Cooparaiso irá homenageá-los com uma galeria de honra”, pontua o presidente da cooperativa, Carlos Melles, que conviveu com o pesquisador e o recebeu em São Sebastião do Paraíso, ainda nos tempos em que dirigia a Fazenda Experimental da Epamig.

Esses relatos demonstram que doutor Alcides não era apenas um pesquisador de excelência, que se antecipava aos problemas da cafeicultura para gerar soluções antes de os desafios alcançarem os cafezais brasileiros.

As primeiras seleções da cultivar Mundo Novo foram lançadas em 1952 e as de Catuaí, em 1972. Essas duas representam hoje cerca de 90% do café do tipo arábica cultivado no Brasil. “São resultados muito expressivos, o programa de melhoramento teve início em 1932 e em 20 anos ele conseguiu lançar cultivares que são plantadas até hoje”, afirma.

A qualidade científica do doutor Alcides se somava à estratégia de antever os desafios e preparar soluções. Foi assim com a ferrugem. Ele iniciou os estudos em 1950, duas décadas antes de a doença chegar ao Brasil. Os trabalhos envolviam parceria com o Centro de Investigação das Ferrugens do Cafeeiro, de Portugal. “Ele tinha certeza que a ferrugem chegaria aqui, pois dominava o conhecimento sobre a dispersão do fungo”, diz.

Doutor Alcides deixa — além de todos os materiais de café — o reconhecimento e a admiração de seus pares, a quem também serve de estímulo e inspiração. Os apaixonados pelo café no Brasil e no mundo agradecem.

Fonte: Assessora de Imprensa – IAC via Coffee Break e Rede Social do Café

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