Frio moderado traz danos em cafeeiros, avalia Procafé

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As primeiras ondas de frio, que ocorreram agora em junho/19 já mostram efeitos danosos sobre a folhagem de cafeeiros, em diversas áreas, mais altas, na região Sul de Minas.

O efeito de baixas temperaturas em cafeeiros é bem conhecido, quando as temperaturas ficam pouco abaixo de zero graus centigrados, provocando queima da folhagem e ramagem das plantas, no fenômeno denominado geada. A folhagem fica de cor marrom escura, em parte ou em toda a planta, sobrevindo desfolha.

Outro efeito do frio ocorre quando as temperaturas ficam acima de zero graus, na faixa inferior a 5-7 graus positivos, temperatura capaz que provocar queima leve e restrita aos tecidos bem novos nas folhas. Ele é comum nos últimos pares de folhas, as mais novas, que se situam na ponta dos ramos laterais e, principalmente, no ponteiro das plantas, especialmente naquelas ainda jovens, onde o frio se acumula no seu topo.

A princípio, a ação de baixas temperaturas torna as folhas novas de cor amarelo claro, podendo-se ver, de longe, o topo amarelado das plantas. Em seguida, as folhas novinhas apresentam queimaduras parciais, principalmente em suas margens, que, assim, mostram manchas escuras. Onde o frio é mais intenso chega a queimar também a ponta dos ramos. Esse processo paralisa o crescimento do ramo e provoca a quebra de dominância, o que induz a formação de ramagem secundária, em grande número, dando origem a gemas vegetativas até a partir de gemas que se tornariam florais, levando a um super-brotamento prejudicial à produtividade das plantas.

A queima pelo frio, mesmo leve, pelos ferimentos provocados, também pode facilitar a entrada de fungos e bactérias, causadores de lesões e morte de tecidos.

No final do processo, causado por efeito de frio moderado, as folhas novas atingidas tem seu crescimento paralisado, permanecem pequenas e acabam ficando, o par afetado, com coloração esbranquiçada, pela morte de cloroplastos.

Fonte: Procafé (Por J.B. Matiello – Eng Agr Fundação Procafé e J. Renato G. Dias e Lucas Franco – Engs Agrs Fdas Sertãozinho) via Notícias Agrícolas

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