Extensionistas da EMATER MG participaram de treinamento em cafeicultura na UFLA com apoio do Consórcio Pesquisa Café

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No período de 06 e 10 de maio, cerca de 140 extensionistas da Emater vindos das principais regiões produtoras de café do Estado de Minas Gerais, reuniram-se na Universidade Federal de Lavras para participar de um Programa de Treinamento em Cafeicultura. O Programa surgiu a partir de um convênio celebrado entre a Emater-MG e a Embrapa Café, no âmbito do Consórcio Pesquisa Café.

O conhecimento difundido aos extensionistas da EMATER por intermédio do convênio irá beneficiar produtores, especialmente de pequeno e médio porte, e suas associações e cooperativas em 126 municípios do Estado. Esses treinamentos fortalecem as ações de assistência técnica e extensão rural além de incrementar o nível de profissionalização da rede a partir da ampliação de conhecimentos técnicos e científicos .

Extensionistas em curso na Universidade Federal de Lavras 

Na abertura do curso, fizeram uso da palavra, Marcelo de Pádua Felipe, Coordenador Técnico Estadual da Emater, Marcos Antônio Fabri Junior , Gerente Regional da Emater Lavras, Antônio Nazareno Guimarães Mendes, Assessor de Relações Institucionais da Ufla e Sérgio Parreiras Pereira , Pesquisador do Instituto Agronômico – IAC, mediador da Rede Social do Café e representante do Consórcio Pesquisa Café. De acordo com o coordenador técnico Estadual de Café da Emater-MG, Marcelo de Pádua Felipe, as novas tecnologias beneficiarão de imediato 7.500 cafeicultores de Minas Gerais.

Na avaliação do Professor Antônio Nazareno, o evento vem ao encontro de um trabalho feito a longa data pela Universidade. “Uma das razões do sucesso da UFLA eu atribuo a duas razões principais: ciência e prática, que é o slogan da Universidade. Desde sua fundação, a UFLA se preocupa com a experimentação, com a geração de conhecimento e realiza a transferência de tecnologia por meio da extensão, fazendo que isso chegue de forma mais abreviada possível aos nossos principais clientes que são os produtores rurais.” completou.

Sergio Parreiras Pereira, Pesquisador do IAC apresentou palestra sobre a Rede Social do Café e fez suas considerações sobre o evento. “Acredito que a missão que foi dada de articular os técnicos da EMATER para a apresentação de novas tecnologias voltadas ao agronegócio café foi plenamente cumprida pela organização do evento.” explicou Sérgio.

O Analista de Mercado da COCCAMIG, Leandro Gomes Ribeiro Costa ministrou palestra sobre o viés econômico do mercado de café. “Eu trouxe para os extensionistas as tendências do mercado de café no período de 2013 a 2017 sob a minha visão. Toda a flutuação do mercado nesse período estaria relacionada as questões de fundamentos de mercado, a questão da presença do café conilon nos blends das indústrias e também a questão da economia que se relaciona a países que consomem o café brasileiro . Estas são as variáveis que interferem no preço do café.” explicou Leandro.

Durante toda a semana, temas de relevância foram abordados no curso como tecnologias de produção; armazenamento; comercialização e gestão técnica, financeira, social e ambiental. Os temas propostos foram apresentados pelos professores da UFLA, Antônio Nazareno, Rubens José Guimarães do Departamento de Agricultura, Luiz Gonzaga de Castro Júnior do Departamento de Administração e Economia e também do pesquisador Eder Isquierdo do Departamento de Engenharia, além de pesquisadores e consultores de instituições parceiras. O Programa de Treinamento contou também com o apoio do Polo de Excelência do Café que tem como gerente-executivo Edinaldo José Abrahão. “A base conceitual do Polo é transformar conhecimento em desenvolvimento. O conhecimento acumulado nas Universidades em forma de pesquisa deve ser difundido. Esse conhecimento tem que chegar aos extensionistas locais, e o extensionista por sua vez, leva o conhecimento ao produtor rural, que o transforma em produção de café e na geração de empregos.” avaliou Abrahão.

O treinamento foi dividido em três módulos, conforme o nível de experiência dos técnicos em relação à cultura do café. Durante cinco dias de treinamento os extensionistas puderam conhecer mais sobre diversos assuntos e demonstraram satisfação com o conteúdo apresentado na programação. “Os temas do curso são bastante atuais de técnicas e tecnologias. Com isso, poderemos repassar ao produtor a nível de extensão rural, com linguagem prática.” contou Idailson Galvão Cavalcanti, Engenheiro Agrônomo da EMATER Machado. Já na visão de Luiz Geraldo Rezende Reis, Engenheiro Agrônomo da EMATER Varginha, “as tecnologias serão repassadas ao pequeno produtor por nós, extensionistas, a fim de que sua produção seja de qualidade e de baixo custo. É essa vantagem que eu vi aqui no curso.” afirmou Reis.

Os pesquisadores da EPAMIG Júlio César Souza e Vicente Carvalho palestraram sobre as principais pragas e doenças do cafeeiro. O pesquisador Gladyston Carvalho apresentou as mudanças no sistema do Consórcio Pesquisa Café e discorreu sobre a chamada de novos projetos, onde a difusão e transferência de tecnologias são prioridades. “O treinamento de capacitação foi facilitado pelo Consórcio Pesquisa Café na viabilização financeira do evento e mostra a preocupação da instituição com a necessidade de gerar e fazer com que a tecnologia chegue até o produtor.” explicou Carvalho.

Na Fazenda Experimental de Varginha, os extensionistas puderam conhecer novas cultivares. 

Na 5a feira, os participantes foram até a Fundação Procafé na cidade de Varginha onde também assistiram palestras sobre fertilidade do solo, cultivares, irrigação, podas e sombreamento ministradas pelos engenheiros e técnicos da fundação. José Edgard Pinto Paiva, Presidente da Fundação Procafé, explicou que “o convênio realmente é muito importante porque ele vem dentro do propósito do Ministério da Agricultura e da Embrapa Café de fazer a difusão de novas tecnologias e a Fundação como empresa parceira, tem o prazer de difundir. A pesquisa só tem validade se for aplicada ao campo”.

Os extensionistas participaram do dia de campo na Fazenda Experimental de Varginha onde foram apresentadas as variedades Acauã, Arara e Siriema, cultivares que apresentam boas características agronômicas e tolerância à estresses bióticos e abióticos.

A segunda fase do treinamento em Cafeicultura será realizada no segundo semestre deste ano com novos temas e especialistas que estão sendo prospectados junto à EMATER – MG de acordo com as áreas prioritárias de cada região.

Segundo a Emater-MG, o estado de Minas Gerais possui o maior parque cafeeiro do País e responde por mais de 51% da produção brasileira de café. O avanço tecnológico já obtido nos últimos anos na pesquisa cafeeira e sua aplicação permitiu o aumento de aproximadamente 71% na produção com ampliação de apenas 14,5% na área plantada. O agronegócio café em Minas Gerais, que tem mais de 1 milhão de hectares plantados, gera mais de 4 milhões de empregos diretos e indiretos, o que mostra sua importância não só econômica, mas também social para o Brasil.

Fonte: Rede Social do Café com informações da Ascom EPAMIG – Samantha Mapa; Ascom UFLA – Cibele Aguiar e Ascom Consórcio Pesquisa Café – Flavia Bessa.

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