Estimativa de bons preços para o café é mantida para 2012

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A tendência de manutenção de preços do café para 2012 é que seja sustentada nos patamares deste ano. O secretário substituto de Cana-de-açúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Gerardo Fontelles, avaliou a expectativa da situação da cafeicultura brasileira durante o anúncio do 4º levantamento da produção nacional de café de 2011, nesta quarta-feira, 21 de dezembro, em Brasília. “Os fatores climáticos e de mercado assegurarão para o próximo ano preços favoráveis para o setor”, afirmou.

Na opinião do diretor de Política Agrícola e Informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Sílvio Porto, os preços têm assegurado aos cafeicultores investimentos em manejo e tratos culturais, como adubação e podas da lavoura, inclusive na recuperação de cafezais antigos. Outro fator que refletiu na produtividade superior dos últimos cinco anos foi o adensamento do plantio.

Para Edilson Alcântara, diretor do Departamento do Café do Ministério da Agricultura, o uso de tecnologia colabora também para o aumento da produtividade da lavoura. Dependendo da região e da qualidade do café, esses itens podem afetar o preço final do cafeicultor. “Quando o produtor se preocupa em melhorar a qualidade do produto resultará na melhoria da sua remuneração”, disse.

Bienalidade recorde
A produção de café apresentou recorde histórico de bienalidade negativa – o cafezal alterna ano de safra pequena com ano de safra maior – de 43,48 milhões de sacas beneficiadas de 60 kg. O desempenho da produção é expressivo, apesar da estiagem ocorrida entre os meses de novembro 2010 e fevereiro 2011, que prejudicou as lavouras em fase de enchimento de grãos.

A Organização Internacional do Café (OIC) estima que, na próxima temporada, vai ocorrer uma redução na produção mundial do grão, principalmente, por motivos climáticos na América Central e Indonésia. A produção deve recuar 4,4% e será de 127,4 milhões de sacas segundo dados da OIC. O primero anúncio da safra de café 2012/2013 será no dia 10 de janeiro.

País deve produzir 43,48 milhões de sacas de café
A produção nacional de café  da safra 2011 está estimada em 43,48 milhões de sacas beneficiadas. O 4º levantamento da produção nacional de café de 2011, divulgado nesta quarta-feira, 21 de dezembro, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), aponta para uma estimativa de produção em 2011, 9,6% (4,61 milhões de sacas), menor que o volume de 48,09 milhões de sacas colhidas na safra anterior. O motivo apontado pela Conab é o ano de baixa bienalidade.

A safra estimada para 2011 é mais otimista do que aquela divulgada no levantamento anterior (setembro/2011), tendo em vista o melhor rendimento do café colhido no final da safra em Minas Gerais (503 mil sacas), Bahia (23 mil sacas) e Paraná (17 mil sacas).

A melhora no desempenho da produção se deve principalmente às condições climáticas favoráveis na maioria das regiões produtoras, em resposta aos tratos culturais realizados pelos produtores em 2009, que refletiram na safra atual, e aos bons preços do café, que possibilitaram ao produtor investir mais na lavoura. Apesar da estiagem ocorrida entre os meses de novembro 2010 e fevereiro 2011, que prejudicou as lavouras que se encontravam na fase de enchimento de grãos, a produção estimada é a maior dos anos de baixa bienalidade.

A área em renovação (devido à esqueletamento, recepa, podas, entre outras), estimada na safra 2011 em 221.681 hectares (ha) é 4,3% superior em relação à safra anterior de 212.568 ha.

Na produção nacional a espécie arábica representa 74% (32,19 milhões de sacas) e o maior produtor é o estado de Minas Gerais com 68% (21,88 milhões de sacas) de café beneficiado. Já o conilon (robusta) participa com 26% do total produzido e o Espírito Santo é o destaque, com 75,2% do volume produzido (8,49 milhões de sacas).

As informações disponibilizadas referem-se aos trabalhos realizados no período entre 15 de novembro e 15 de dezembro, quando foram visitados os municípios dos principais estados produtores (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Paraná e Rondônia), que correspondem a 98% da produção nacional.

Fonte: Ascom MAPA

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