EPAMIG pesquisa cultivar adaptada para colheita mecanizada do café

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O trabalho realizado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) com o objetivo de identificar cultivares de café mais adaptadas à colheita mecanizada será apresentado pelo pesquisador Gladyston Carvalho durante o Simpósio de Cafeicultura Mecanizada, que será realizado na terça-feira, dia 15 de junho.

O Simpósio é inédito na programação da EXPOCAFÉ e será realizado no dia anterior à abertura da feira, que acontecerá entre 16 e 18 de junho, na Fazenda Experimental de Três Pontas, Sul de Minas Gerais. “Vamos mostrar para o público o trabalho que vem sendo feito há quatro anos, com a ajuda da Universidade Federal de Lavras (Ufla), agricultores, proprietários de máquinas e outros parceiros”, diz o pesquisador.

A ideia de buscar cultivares mais adaptadas à colheita mecanizada surgiu em função da demanda dos produtores, que começaram a questionar a existência de variedades que atendessem melhor à colheita com uso de máquinas. “A grande necessidade é de uma cultivar que desprenda com facilidade os frutos maduros, preservando os verdes para uma colheita posterior”, explica Gladyston, acrescentando que, colhendo apenas os maduros, o produtor tem condições de oferecer ao mercado grãos que possibilitammelhor qualidade de bebida. “É o que conhecemos como colheita mecanizada seletiva”, afirma.

As pesquisas sobre o tema são desenvolvidas em propriedades particulares e na Fazenda Experimental de Três Pontas, em parceria com a Ufla, instituição que reúne as maiores autoridades em colheita mecanizada do café, como é o caso do professor Fábio Moreira, coordenador do simpósio que, recentemente, aprovou um projeto de pesquisa, junto ao Consórcio Pesquisa Café, para estudar a colheita mecanizada em diferentes cultivares.. “O uso da mecanização agrícola é uma das grandes ferramentas do produtor rural na redução de custos e, no caso da cultura do café e, principalmente na operação de colheita, a velocidade com que ela deve ser efetuada implicará a qualidade do produto final e a redução de perdas, aumentando, dessa forma, os lucros do cafeicultor”, observa o professor, que diz que, durante todo o processo de produção do café, uma das limitações da colheita, seja na operação mecanizada, seja na manual, é a não uniformidade de maturação dos frutos. “Daí nossa busca por uma cultivar que permita a colheita seletiva”, explica.

Outra pergunta dos cafeicultores, cuja resposta também é pesquisada pela EPAMIG, é qual o grau de influência da posição dos ramos do cafeeiro na eficiência da derriça, nome usado na área para se referir à colheita. “Queremos saber também se há influência no desgaste da máquina”, completa Gladyston Carvalho. Segundo ele, hoje há é possível afirmar que existe potencial para desenvolvimento de uma cultivar que responda melhor à mecanização da colheita e que a expectativa é que, em seis anos, a EPAMIG lance essa cultivar.

A EXPOCAFÉ, maior evento nacional de transferência de tecnologia e de extensão do agronegócio café, é aberta ao público. 

Fonte: EPAMIG

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