Empresários indianos conhecem áreas da produção de café em Rondônia

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Com uma população de 1,2 bilhão de habitantes, da qual 75% é vegetariana, a Índia busca em Rondônia a solução para alimentar tanta gente com qualidade e segurança. Foi com este objetivo que empresários indianos visitaram as áreas produtivas do estado, em especial, as regiões produtoras de café e soja.

Ramesh Singh, Sanjay Desai e Kim Desai, empresários do país asiático, conheceram um panorama da produção agrícola do Estado, passando pelo processo produtivo das lavouras de grãos, incluindo as técnicas de plantio, manejo e colheita sustentável. Para este ano, técnicos do governo preveem uma colheita na safra de 2015 de pouco mais de 1,8 milhão de sacas de café, superando os resultados da safra anterior em 379,5 mil sacas, fruto do emprego de tecnologias e manejo na produção de café conilon. A alta produtividade é reflexo da utilização de mudas de café modificadas geneticamente, que estão revolucionando o campo e gerando riqueza, além das tecnologias de manejo e irrigação.

Entusiasmado com a performance da cafeicultura rondoniense, o secretário da Agricultura de Rondônia, Evandro Padovani, sempre lembra que essa produtividade é resultado de um importante trabalho de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), desenvolvido especialmente para Rondônia uma cultivar, um novo tipo de café – BRS Ouro Preto – com adaptabilidade e condições propícias ao solo e clima da região, que foram distribuídas nesta safra para parte dos 22 mil produtores de café conilon no Estado de Rondônia. Trata-se de um café clonal, modificado geneticamente, além de mais resistente a pragas e doenças, apresenta uma produtividade superior ao café convencional, o que é um fator a considerar neste desempenho produtivo da cafeicultura estadual.

Em Cacoal, o maior produtor de café de Rondônia, os empresários conheceram algumas lavouras, e pelo menos numa delas, na propriedade de Arnelei Kalk, que é uma unidade demonstrativa e de observação do café clonal com 20 mil covas, eles puderam andar pela área plantada e observar o desenvolvimento e a produtividade da cultivar BRS Ouro Preto. Orientados por técnicos da Emater e Seagri, eles visitaram o viveiro de mudas e receberam explicações sobre esta variedade (café clonal) e outras como o robusta, que também se adapta bem às condições de solo e clima rondonienses.

Os representantes daquele país, que tem a segunda maior população do planeta, disseram após a visita que levam uma impressão positiva de Rondônia. Citaram a logística para produção e transportes de grãos, observando que em relação à agricultura propriamente dita “temos possibilidades de fazer a compra de produtos, como o café e a soja e também investir no cultivo de grãos originários da Índia. Já fizemos teste para cultivar os grãos da Índia aqui no Brasil”, afirmou Ramesh Singh.

O secretário Padovani observa que há uma tendência natural para o aumento da produtividade do café clonal, visto que atualmente em Rondônia são 22 mil produtores estabelecidos numa área plantada de 95 mil hectares, dos quais apenas 9% deles estão adotando tecnologias e práticas culturais, como o emprego de cultivares melhoradas, controle fitossanitário (doenças e pragas), adubação, irrigação, condução de copa e boas práticas de colheita e pós-colheita.

Importante observar que apesar de registrar um recorde de produção do café conilon, Rondônia diminuiu sua área plantada, compensando este fato com a adoção de inovações tecnológicas, e técnicas modernas de irrigação e adubação, entre outras. Tudo isso foi levado em conta pelos empresários indianos que ficaram impressionados com tudo que viram.

Fonte: Decom do Estado de Rondônia

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