Dólar fecha a R$ 1,66 após fala de Mantega; Bovespa tem leve alta

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O mercado começou a pressionar as taxas de câmbio horas antes do pronunciamento do ministro Guido Mantega (Fazenda), mas a alta das cotações perdeu ímpeto à medida em que ficou claro para os agentes financeiros a ausência de medidas concretas para conter a valorização do real.

Pela manhã, em meio à valorização das Bolsas de Valores, o dólar oscilou em torno de R$ 1,65 logo ascendendo para R$ 1,67 com a expectativa pelas declarações do ministro. No encerramento das operações, o dólar bateu R$ 1,664, em um avanço de 0,78% sobre o fechamento de ontem.

Mantega, no entanto, limitou-se a comentar a aparente disparidade entre o enfraquecimento da moeda americana e o (lento) fortalecimento da economia dos EUA.

"Parece contraditório, mas, num primeiro momento, os investidores ficam mais confiantes e saem do dólar para investir em ativos de maior risco. Esperamos que, no futuro, essa recuperação da economia norte-americana possa reduzir a política expansionista nos Estados Unidos e aumentar os juros por lá e o dólar passe a se valorizar", disse ele.

O ministro também indicou que o governo deve lançar medidas para apoiar os exportadores, sem detalhar quais, e apontou que o prometido corte de gastos deve ter impacto na formação de taxa de câmbio, na medida em que permite taxas de juros mais baixas.

Analistas do setor financeiro já apontaram por diversas vezes a disparidade entre os juros domésticos e externos como um dos principais fatores que explicam a valorização do real, por atrair um enorme fluxo de capital estrangeiro.

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) tem leve avanço de 0,03%, aos 69.984 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,90 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York recua 0,02%.

JUROS FUTUROS

No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas previstas subiram moderadamente, nos contratos mais negociados.

No contrato para julho de 2011, a taxa projetada avançou de 11,62% ao ano para 11,63%; para janeiro de 2012, a taxa prevista foi mantida em 12,02%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa projetada subiu de 12,22% para 12,24%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.

Fonte: Folha Online 

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