Diretor da Emater assegura parceria em projetos inovadores ao café

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Na quinta-feira (31), reunião especial no Polo de Excelência do Café, no setor de cafeicultura da Universidade Federal de Lavras (UFLA), marcou a primeira visita de José Rogério Lara (foto: Blog PEC/Café) ao Sul de Minas, como diretor técnico da Emater-MG. Além dos laços de amizade que mantém com os profissionais que atuam em Lavras, a intenção da visita foi reforçar o compromisso de aproximar a extensão da academia, interação considerada como fator primordial para tornar a assistência técnica referência no Estado.

Recém empossado, José Rogério declarou que a Emater-MG será parceira em projetos desenvolvidos com o apoio do Polo de Excelência do Café, que visam trazer inovação, fortalecimento e capacitação para os profissionais que atuam no setor. O objetivo será extrapolar para todo o Estado os projetos que já demonstraram eficiência regional.

Na oportunidade, foram apresentados alguns projetos inovadores para o café, com destaque para a importância da participação das unidades da Emater-MG, tanto para a validação das tecnologias, como para difusão dos resultados. Estes projetos focalizam, sobretudo, comunicação, capacitação, gestão e valorização do café mineiro. Confira abaixo, entrevista exclusiva com José Rogério Lara.

POLO ENTREVISTA

José Rogério é engenheiro agrônomo e funcionário de carreira da Emater-MG, com experiência na coordenação regional de várias unidades da instituição.  Também atuou no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), exercendo o cargo de coordenador geral do Departamento Nacional de Cooperativismo. Em sua fala, destaca a inovação e a integração dos diferentes elos da cadeia como fundamentais para a eficiência da atividade agrícola. Sinalizou que a nova diretoria dará ênfase à articulação entre extensão, pesquisa e o setor produtivo, visando adequar a atividade cafeeira às novas demandas do mercado.

POLO: A relação entre extensão e academia será um ponto estratégico de sua gestão?
José Rogério: Nós estamos na UFLA buscando uma parceria, uma integração para capacitar nossos técnicos da extensão rural e também para levar ao produtor rural as tecnologias geradas. Já existe um relacionamento muito forte, principalmente, com o grupo ligado ao café, mas vamos intensificar esta aproximação para que o extensionista seja uma referência em cada município de atuação. Vamos reforçar as parcerias existentes e buscar novas formas de interação.

POLO: O café é uma atividade estratégica em Minas. Quais serão as prioridades da nova direção da Emater-MG?
José Rogério: O foco é bem claro: melhorar a renda do pequeno produtor. Esta melhoria será embasada em tecnologias coerentes, oportunas e de acordo com a realidade do produtor. Vamos difundir pequenas melhorias tecnológicas que podem ser adotadas sem grandes custos e com reflexos na renda e, consequentemente, na qualidade de vida no campo. Fico apavorado quando os preços do produto melhoram e aparecem as soluções tecnológicas sem uma avaliação econômica. Por isso, os técnicos devem conhecer as tecnologias e estar bem informados para a correta orientação. A Emater tem que respeitar ainda a especificidade de cada região produtora. Esta diversidade exige habilidade para fortalecer as unidades regionais e os escritórios locais. O técnico local é aquele que está diretamente com o produtor rural e ele deve ter todo o aporte para a assistência técnica estar no nível de excelência que desejamos.

POLO: O que achou dos projetos inovadores que recebem o apoio articulador do Polo de Excelência do Café?
José Rogério: Foram apresentados muitos projetos relevantes. Excelentes opções, de baixo custo, ecologicamente e socialmente adequados. Isto é sustentabilidade. Estou extremamente empolgado com projetos que considero factíveis, aplicáveis.

POLO: A Emater-MG passa por um período de transformação para se adequar à sociedade da informação. Como lidar com tantas exigências?
José Rogério: A transformação é uma exigência do mercado, significa sobrevivência. O extensionista local é um agente de desenvolvimento do meio rural. É necessário um conjunto de políticas para subsidiar a atividade do pequeno produtor, contribuindo para que seja um bom negócio.

POLO: O que o setor pode esperar do Programa Certifica Minas Café?
José Rogério: Estamos com 1.200 produtores certificados e devemos certificar mais 300 produtores em parceria com as cooperativas. A idéia é tentar fechar o ciclo. Não adianta apenas certificar, precisamos buscar a valorização deste produto.

POLO: Como cafeicultor, você conhece os gargalos da atividade…
José Rogério: Sou um pequeno cafeicultor na região de Guapé, sou de uma família de pequenos produtores. Eu vivo as dificuldades do setor, conheço o nível de endividamento da cafeicultura. Como diretor técnico da Emater, tenho a obrigação de tentar amenizar o quadro da cafeicultura no Estado.

POLO: A direção técnica da Emater-MG é um grade desafio?
José Rogério: Eu tenho plena consciência de que minha responsabilidade é muito grande. Eu tenho muitas amizades na instituição e a confiança que eles estão depositando em mim acaba por me empolgar ainda mais. Vou encerrar minha carreira como diretor e quero deixar a marca de que o extensionista da Emater voltou a ser a referência técnica de cada município.

Fonte: Polo de Excelência do Café

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