Deputado prevê prejuízo de R$ 1,5 bilhão com importação de café no ES

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Evair de Melo (PV-ES) (Foto: Alex Ferreira/Câmara dos Deputados)
Evair de Melo (PV-ES) (Foto: Alex Ferreira/Câmara dos Deputados)

Grandes marcas do mercado brasileiro estão pressionando o Ministério da Agricultura para liberar a entrada de café no país, num movimento que pode esvaziar a demanda pela principal atividade agrícola do Espírito Santo. O deputado federal Evair de Melo (PV) calcula que essa medida, se liberada pelo governo federal, representa um prejuízo anual de R$ 1,5 bilhão.

O rombo, segundo o deputado, seria maior que o causado com o fim do sistema ICMS/Fundap, que limou o incentivo do comércio exterior e provocou quedas bilionárias para as prefeituras e o governo capixabas.

“A indústria quer baratear o preço da saca do conilon em R$ 100, em R$ 150 reais. São 300 mil capixabas que têm no café sua principal fonte de renda. Vamos ter um rombo anual de R$ 1,5 bilhão, considerando nossa média história. É uma tragédia pior que o fim do Fundap”, reclama Evair.

O imbróglio agora envolve a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), que deve apresentar novo balanço do estoque do país, uma vez que as empresas apontaram queda de matéria-prima nacional em função da seca que atingiu o Espírito Santo.

“Se a Conab não rever os números irresponsáveis que apresentou, não vai ter diálogo”, ameaça Evair, que vai participar de nova reunião com os segmentos na próxima terça, junto ao ministro da Agricultura, Blairo Maggi.

Nesta quinta-feira (12), o governador Paulo Hartung (PMDB) também pediu ao presidente Michel Temer (PMDB) que atue nesse litígio. Temer prometeu conversar com o ministro.

“O levantamento de estoque é suficiente para cobrir a demanda da indústria brasileira. Lá atrás, o ministro agiu a nosso favor e suspendeu a importação”, lembrou Hartung.

Evair lista a Fiesp (indústria paulista) entre os interessados na importação. “Tem um grande esquema para desmontar a produção cafeeira nacional e favorecer a indústria paulista”, disse.

Fonte: A Gazeta via G1 ES (Por Rondinelli Tomazelli)

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