Delegação brasileira apresenta seminário sobre economia cafeeira sustentável em Londres

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De 24 a 28 de setembro, será realizada a 109ª Sessão do Conselho Internacional do Café, promovida pela Organização Internacional do Café (OIC), em Londres, na Inglaterra. Na ocasião, o gerente geral da Embrapa Café, Gabriel Ferreira Bartholo (foto: Valor Econômico), pela delegação brasileira, ministrará seminário intitulado Economia cafeeira sustentável: iniciativa e experiência brasileira. A Embrapa Café coordena o Programa Pesquisa Café do Consórcio Pesquisa Café, que reúne instituições de pesquisa, ensino e extensão brasileiras.

Na pauta da reunião da OIC, serão promovidos debates sobre a situação do mercado do café dos países-membros, destacados assuntos como a situação do mercado, papel da OIC na promoção do consumo e na ampliação dos mercados do café e discutido o Programa de Atividades para 2012/13. Também será lançada proposta de candidatura para o Estado de Minas Gerais sediar as comemorações do cinquentenário da OIC, a ser realizado em setembro de 2013.

Cafeicultura sustentável – Segundo Bartholo, traço marcante do desenvolvimento sustentável é a consideração integrada e interativa de todos os seus quatro aspectos – econômico, social, ambiental e político. “Somente uma visão holística e equilibrada desses quatro aspectos pode propiciar a manutenção do desenvolvimento ao longo do tempo, especialmente em um cenário de competitividade acirrada e de dificuldades estruturais da cafeicultura nacional”, explica.

Para ajudar no desenvolvimento da economia cafeeira de forma sustentável, Bartholo vai apresentar os principais objetivos do Planejamento Estratégico para o Desenvolvimento do Setor Cafeeiro (2012 a 2015). Entre eles, avanço do patamar de produtividade, investimento em Pesquisa, Desenvolvimento e Transferência de Tecnologia, capacitação de cafeicultores e técnicos, melhoria das condições de comercialização, execução de forte programa de marketing, estabelecimento de linha de crédito de 50 milhões para adequação do processo produtivo às exigências de certificação – como o Certifica Minas – e implantação do modelo de produção sustentável Produção Integrada de Café (PIC).

“Acreditamos que, para garantir o desenvolvimento da economia cafeeira de forma sustentável, é necessária a realização de mudanças no processo produtivo que devem atingir desde o cultivo, passando pelo processamento e chegando à etapa de comercialização. Além disso, novas tecnologias sustentáveis devem ser desenvolvidas e incorporadas ao sistema produtivo, buscando maior competitividade”, diz o gerente geral da Embrapa Café.

PIC – Sistema de produção baseado na sustentabilidade, aplicação de recursos naturais e regulação de mecanismos para substituição de insumos poluentes, utilizando instrumentos adequados de monitoramento dos procedimentos e a rastreabilidade de todo o processo, tornando-o economicamente viável, ambientalmente correto e socialmente justo. O principal objetivo é promover a inclusão de produtores nos modernos conceitos de produção sustentável e garantir a evolução do processo produtivo. A iniciativa é do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café, e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa.

Certifica Minas – É um programa de certificação criado pelo Governo do Estado de Minas Gerais, presente em aproximadamente 215 municípios e totalizando cerca de 1.800 propriedades certificadas, que tem propiciado aumento de produtividade, inclusive na produção de cafés de qualidade. Foi implantado com a intenção de promover as boas práticas agrícolas na cultura do café em todo o Estado e segue critérios internacionais. A iniciativa preza pela preservação ambiental, o cumprimento da legislação trabalhista, além de incentivar a organização administrativa e financeira de toda a produção de café. O programa está vinculado à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado de Minas Gerais (SEAPA), que conta com um trabalho conjunto da Empresa de Assistência Técnica Rural de Minas Gerais (EMATER – MG) e do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).

Consórcio Pesquisa Café – O Brasil desenvolve o maior programa mundial de pesquisas em café, o Programa Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café. Essa rede integrada de pesquisa é possível graças ao Consórcio Pesquisa Café, que reúne dezenas de instituições brasileiras de pesquisa, ensino e extensão estrategicamente localizadas nas principais regiões produtoras do País. Seu modelo de gestão incentiva a interação entre as instituições e a união de recursos humanos, físicos, financeiros e materiais, que permitem elaborar projetos inovadores. A evolução da cafeicultura brasileira, ao longo dos últimos anos, comprova a importância dos trabalhos de pesquisa.

Esse arranjo institucional atua em todos os segmentos da cadeia produtiva, tendo por base a sustentabilidade, a qualidade, a produtividade, a preservação ambiental, o desenvolvimento e o incentivo a pequenos e grandes produtores. Hoje reúne mais de 700 pesquisadores de cerca de 40 instituições, envolvidos em 74 projetos dos quais fazem parte 355 Planos de ação.

Foi criado por iniciativa de dez instituições ligadas à pesquisa e ao café: Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola – EBDA, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais – Epamig, Instituto Agronômico – IAC, Instituto Agronômico do Paraná – Iapar, Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural – Incaper, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa, Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro – Pesagro-Rio, Universidade Federal de Lavras – Ufla e Universidade Federal de Viçosa – UFV.

As pesquisas do Consórcio Pesquisa Café contam com o apoio e o financiamento do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira – Funcafé, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa.

Sobre a OIC – Criada em 1963, sob o patrocínio da Organização das Nações Unidas (ONU), a OIC é o principal fórum intergovernamental que trata das questões do café. Seus membros representam 38 países exportadores e 32 importadores, que respondem por 97% da produção mundial de café e mais de 80% do consumo global do grão. O Brasil, maior produtor mundial de café, domina cerca de 25% do mercado da bebida.

Delegação brasileira – José Gerardo Fontelles, secretário de Produção e Agroenergia e Edilson Martins de Alcantara, diretor do Departamento do Café (Mapa); Gabriel Ferreira Bartholo, gerente Geral da Embrapa Café, e Antônio Fernando Guerra, gerente Adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento (Embrapa); Carlos Eduardo Venturelli Mosconi, e Ulysses Gomes, ambos deputados estaduais (Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais); Elmiro Alves do Nascimento, secretário de estado de agricultura (Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado de Minas Gerais); Breno Pereira de Mesquita, presidente da Comissão Nacional do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA , e equipe: Maurício Lima Verde Guimarães, Natália Sampaio Sene Fernandes, Roberto Simões, Alexandre Guerra de Araujo e Thiago Siqueira Masson; Silas Brasileiro, presidente executivo, e Jaime Junqueira Payne, assessor técnico (Conselho Nacional do Café – CNC); Pedro Malta Campos e Maria Fernanda Peres Brando (Associação Brasileira da Indústria de Café – ABIC); Guilherme Braga Abreu Pires Filho, diretor-executivo, e Carlos Henrique Jorge Brando, consultor (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil – Cecafé).

Fonte: Gerência de Transferência de Tecnologia da Embrapa Café

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