Comercialização de café ganha ritmo e alcança 70% da safra

Imprimir

A comercialização da safra de café do Brasil 2013/14 (julho/junho) chegou a 70% até o dia 7 de fevereiro. O dado faz parte de levantamento da consultoria Safras & Mercado. Os trabalhos estão avançados em relação ao ano passado, quando, até 31 de janeiro do ano passado, 67% da safra 2012/13 estavam comercializados. Há atraso em relação à média dos últimos cinco anos, que aponta que 76% da produção normalmente já estão negociados no período.

Em relação ao mês de dezembro, houve avanço de sete pontos percentuais na comercialização até 7 de fevereiro. Com isso, já foram vendidas 36,95 milhões de sacas de 60 kg, tomando-se por base a estimativa da consultoria de uma safra 2013/14 de café brasileira de 52,9 milhões de sacas.

Segundo o analista Gil Barabach, os ganhos nas bolsas de futuros e a alta do dólar "semearam um terreno fecundo para os negócios no mercado físico brasileiro de café". "Os preços avançaram bem, o que estimulou os negócios", comenta. Inclusive os produtores que detêm opções de venda para março, a R$ 343, estão vendendo os seus cafés, acelerando as negociações, aproveitando a cotação atual no mercado, de R$ 350/R$ 360 a saca, não devendo exercer os títulos.

"O produtor percebeu o bom momento e começou a dar mais dinâmica às suas vendas, o que acelerou o ritmo dos negócios. Além das vendas da safra 2013, também aproveitou para desovar o espólio de safras anteriores", observa Barabach. "As cooperativas sul-mineiras, que ainda tinham café da safra 2012/13 e anteriores, aproveitaram para se desfazer desses lotes, rejuvenescendo seus estoques", comenta o analista. Além disso, a receptividade e a agressividade da demanda também ajudaram o andamento dos negócios.

Estímulos – Os preços mais altos e o spread favorável à venda futura estimularam as negociações antecipadas, comenta. O arábica duro foi negociado de R$ 375 a R$ 390 a saca, dependendo da catação, para entrega e pagamento em setembro na semana passada. Quanto às vendas antecipadas, Barabach recomenda que "o primeiro ponto a avaliar é o custo de produção. O produtor também deve ponderar com a possibilidade de alta do dólar, em especial para as posições com safra 2015 e 2016, que são sondadas com maior freqüência pelos compradores.

Fonte: Jornal do Comércio

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *