Com maior demanda, preço do café no Brasil sobe R$ 15 em um dia

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As cotações do café arábica subiram na bolsa de Nova Iork (ICE Futures US) e romperam a importante linha de 140 cents por libra-peso para setembro. Essa alta foi acompanhada pelos ganhos do petróleo e das commodities lá fora e pela baixa do dólar em relação à outras moedas.  As crescentes expectativas de perdas de rendimento na safra brasileira, com grãos miúdos, também deram suporte ao mercado.

Aqui no Brasil o dia foi de preços do café mais altos. Mesmo com o vendedor retraído houve um ritmo melhor na comercialização, com maior procura por cafés finos e com oferta menor, devido à dificuldade de encontrar um grão de peneira graúda. Esse fato influenciou os valores internos, que tiveram altas entre R$ 10 e R$ 15 para esta qualidade do produto. Já as bicas naturais que apresentam uma disponibilidade melhor subiram na faixa de R$ 5,00.

Enquanto isso a colheita avança bem, na comparação com o ano passado. Segundo a consultoria Safras & Mercado, até a terça-feira, dia 1, os trabalhos de campo atingiram 80% da área. Na semana anterior o número estava em 73% e em igual período de 2016 estava em 76%.

Previsão do tempo
As imagens de satélite mostram bastante nebulosidade espalhada pela região Sul, associada a atuação de uma frente fria. Essas instabilidades já atingiram o sudeste e sul de São Paulo causando chuvas de intensidade fraca a moderada.

Na quarta-feira à tarde, apesar das chuvas no Sul do país, várias cidades no interior norte e sul do Brasil ainda apresentaram umidade relativa do ar baixa. A previsão do tempo indica que a chuva continua na faixa norte do país, devido à umidade e calor disponíveis na região. Também chove no leste do Nordeste devido aos ventos úmidos vindos do mar.

Sul
Ainda tem previsão de chuva no Paraná, Santa Catarina e boa parte do Rio Grande do Sul. Por outro lado, o tempo volta a abrir nas áreas de fronteira com o Uruguai. O frio toma conta do Sul, e a sensação térmica será baixa especialmente na parte da tarde. Na próxima madrugada, a temperatura também volta a cair um pouco mais.

Sudeste
Nesta quinta-feira, dia 3, o tempo muda em São Paulo. Um sistema frontal passa pelo oceano, vindo da região Sul, e propaga pancadas de chuva com trovoadas e principalmente ventos fortes para o litoral paulista, vales do ribeira e do paraíba, cidades que fazem divisa com o Paraná e região metropolitana.

Mesmo com esse retorno, a chuva ainda será bastante isolada no território paulista. A temperatura máxima volta a cair nestas áreas, por causa do excesso de nuvens, e o frio aumenta no decorrer do dia. Em Minas Gerais e no Espírito Santo, o tempo ainda não muda.

Centro-Oeste
Cidades do Mato Grosso do Sul mais próximas ao Paraná e ao oeste paulista ficam com tempo mais instável, com maior quantidade de nuvens e também ventos moderados. Há condição para eventuais pancadas de chuva, sobretudo no extremo sul deste estado. Em outras áreas do Centro-Oeste, o ar seco inibe a formação de nuvens carregadas e o tempo continua bastante firme e ensolarado. Há aumento das temperaturas pela manhã e a tarde entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, mas o friozinho das primeiras horas do dia persiste no Distrito Federal. Os índices de umidade relativa do ar seguem baixos.

Nordeste
As áreas de chuva ficam mais restritas ao litoral entre o Rio Grande do Norte e a costa da Bahia. Também chove, de maneira mais isolada e intercalada com períodos de melhoria, no norte do Maranhão. Em todas as outras regiões nordestinas uma grande massa de ar seco mantém o tempo firme, inibe a formação de nuvens carregadas e deixa grande amplitude térmica. Além disso, essa situação aumenta o potencial para novos focos de queimadas. Inclusive, quase 200 cidades estão em situação de emergência devido à seca.

Norte
Volta a chover forte no norte do Amazonas e do Pará, mas na maior parte deste estado o que predomina é o ar seco, que ajuda a baixar o nível dos rios e mantém a tarde bastante quente no Norte. Já as chuvas continuam, a exemplo dos dias anteriores, a cobrir as áreas mais ao norte, entre Roraima e Amapá.

Fonte: Canal Rural (Por Francielle Bertolacini, com informações da Safras & Mercado e Somar Meteorologia)

 

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